O Acre registrou a terceira tarifa aérea média mais alta do Brasil em 2025, de acordo com dados divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no Anuário do Transporte Aéreo. Os passageiros pagaram, em média, R$ 1.152,66 por trecho em voos domésticos com origem no estado, valor quase o dobro da média nacional de R$ 648. O ranking coloca o Acre atrás apenas de Roraima (R$ 1.401,05) e Rondônia (R$ 1.277,18) entre os estados com as passagens mais caras do país.
Metodologia e ranking
O levantamento considera os preços efetivamente pagos pelos passageiros ao longo de 2025, incluindo apenas bilhetes vendidos ao público em geral. A metodologia exclui passagens emitidas por programas de milhas, acordos corporativos, pacotes turísticos, voos fretados e bilhetes destinados a funcionários das companhias aéreas. Segundo a Anac, o ranking das maiores tarifas médias do país ficou assim: Roraima (R$ 1.401,05), Rondônia (R$ 1.277,18), Acre (R$ 1.152,66), Amazonas (R$ 961,30) e Alagoas (R$ 886,38).
Variação em relação a 2024
Embora esteja entre os estados com as passagens mais caras, o aumento registrado no Acre foi moderado em comparação a outras regiões do Norte. A tarifa aérea média no estado subiu 4,6% em relação a 2024. Na região Norte, Roraima teve a maior alta, de 40%, seguida por Amapá (18,7%), Amazonas (16,2%), Tocantins (9,8%) e Pará (7,6%). Rondônia foi o único estado do Norte a registrar queda, com redução de 6,8% na tarifa média.
Distância e yield tarifário
Um dos fatores que explicam os preços mais altos na região é a distância média percorrida pelos passageiros. No Acre, a distância média foi de 2.596 quilômetros por viagem em 2025, indicando deslocamentos longos. Além disso, o yield tarifário – que mede quanto o passageiro paga por quilômetro percorrido – ficou em R$ 0,444 no estado, com alta de 8,3% em relação ao ano anterior. Esse índice permite comparar o custo das passagens entre estados com distâncias médias diferentes.
Movimentação nos aeroportos
Os aeroportos acreanos movimentaram 204.842 passageiros pagos em voos domésticos durante 2025. Desse total, 183.662 passageiros embarcaram ou desembarcaram pelo Aeroporto Internacional de Rio Branco, e 21.180 utilizaram o Aeroporto de Cruzeiro do Sul. Os números representam apenas passageiros com bilhetes pagos, excluindo outras modalidades previstas pela metodologia da Anac.
Cenário nacional
Em todo o Brasil, o mercado doméstico transportou 101 milhões de passageiros em 2025, crescimento de 8,4% em relação ao ano anterior. O número de voos domésticos e internacionais chegou a 958,9 mil operações, o maior volume desde 2019. A taxa média de ocupação das aeronaves atingiu 83,6%. Apesar do Acre aparecer entre os estados com as passagens mais caras, a tarifa média nacional caiu 3,3% em relação a 2024, passando de R$ 670 para R$ 648 por trecho. Cerca de 24% das passagens vendidas no país custaram menos de R$ 300, enquanto aproximadamente 7% ficaram acima de R$ 1.500. Ao todo, 65% dos bilhetes comercializados tiveram preços abaixo da média nacional. Os indicadores também mostram melhora na regularidade das operações: 7,1% dos voos domésticos chegaram com atraso superior a 30 minutos, 2,7% atrasaram mais de uma hora e 1,8% das operações foram canceladas.



