Acidente com helicópteros reacende debate sobre ruído aéreo na Barra e Jacarepaguá
Acidente com helicópteros reacende debate sobre ruído aéreo no RJ

Após a colisão fatal entre dois helicópteros, o debate sobre o ruído de aeronaves ressurgiu com força nos bairros da Barra da Tijuca e Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro. Moradores e autoridades voltaram a cobrar medidas para reduzir o incômodo sonoro provocado pelos voos baixos sobre a região.

Fiscalização da altitude dos voos

Órgãos federais, como o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), estudam reforçar a fiscalização da altitude dos voos que sobrevoam a Avenida das Américas. A via, uma das principais da região, é frequentemente utilizada como corredor aéreo por aeronaves que se dirigem ao Aeroporto de Jacarepaguá.

De acordo com fontes ouvidas pelo Globo, a ideia é intensificar o monitoramento para garantir que as aeronaves mantenham a altitude mínima estabelecida, reduzindo o impacto sonoro sobre os moradores. A medida ganhou urgência após o acidente, que expôs a fragilidade da fiscalização atual.

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Monitoramento no Aeroporto de Jacarepaguá

O Aeroporto de Jacarepaguá, administrado pela PAX Aeroportos, já realiza o monitoramento das operações e pode reportar possíveis infrações à Petrobras, que detém a concessão do terminal. A empresa participa das discussões com as autoridades para encontrar soluções que conciliem a segurança e o conforto da população.

“A segurança é prioridade, mas o impacto sonoro também precisa ser tratado com seriedade”, afirmou um representante da PAX Aeroportos, que não quis se identificar. A empresa reforçou que está aberta ao diálogo e que já implementou medidas para mitigar o ruído, como a restrição de voos noturnos.

Reação dos moradores

Moradores da Barra e de Jacarepaguá relataram que o barulho das aeronaves é constante e atrapalha a rotina, especialmente em horários de pico. “Não dá para ter uma conversa em casa sem ser interrompido pelo som dos helicópteros”, disse Maria Aparecida, moradora da Barra há 15 anos. “Esperamos que, depois desse acidente, as autoridades tomem providências.”

O acidente, ocorrido na última semana, envolveu dois helicópteros que colidiram no ar, resultando em mortes. As causas ainda são investigadas, mas o episódio reacendeu o alerta para a alta densidade de tráfego aéreo na região.

Próximos passos

As discussões entre Decea, Anac, PAX Aeroportos e a concessionária do aeroporto devem continuar nas próximas semanas. A expectativa é que novas regras de fiscalização sejam anunciadas em breve, com foco na altitude mínima e no controle de rotas. Enquanto isso, moradores seguem pressionando por soluções efetivas.

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