Marido mandou matar esposa para obter dinheiro do seguro, diz polícia
Marido mandou matar esposa por seguro, diz polícia

O julgamento de Leonardo Nascimento Chaves e Adriano Andrade Ribeiro, acusados pela morte da contadora Kaianne Bezerra Lima Chaves, entrou no segundo dia nesta terça-feira (2), com o encerramento da fase de depoimentos de testemunhas e interrogatório dos réus. O crime ocorreu em 2023, durante um suposto assalto à residência do casal, que, segundo a Polícia Civil, foi forjado para assassinar a vítima. Leonardo, marido de Kaianne, é apontado como mandante do homicídio, enquanto Adriano é julgado como executor.

Depoimentos e interrogatórios

No plenário do Fórum Manoel Florêncio Filho, em Aquiraz, região metropolitana de Fortaleza, foram ouvidas quatro testemunhas de acusação e três de defesa. Inicialmente, a previsão era de 15 testemunhas, mas oito foram dispensadas. Após essa etapa, Leonardo e Adriano foram interrogados. O julgamento segue agora para os debates entre acusação e defesa, com cada parte dispondo de até 2h30 para apresentar alegações aos jurados. A expectativa é que o júri se estenda até quarta-feira (3).

O crime e a investigação

O assassinato aconteceu em agosto de 2023, na casa onde o casal morava, em Aquiraz. Na ocasião, um grupo invadiu o imóvel para supostamente roubar pertences, e Kaianne foi morta. Após a prisão dos suspeitos, a polícia descobriu que Leonardo havia forjado o assalto para encobrir o homicídio e receber um seguro de vida de aproximadamente R$ 60 mil. Três pessoas foram detidas: Philipe Azevedo de Araújo, Adriano Andrade Ribeiro e um adolescente de 15 anos. Philipe foi impronunciado por falta de indícios, e o adolescente cumpriu internação de três anos no sistema socioeducativo.

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Evidências e reconstituição

Imagens de câmeras de segurança flagraram Leonardo encontrando-se com os executores em um shopping pouco antes do crime. De acordo com a polícia, o marido pediu para ser agredido para simular um latrocínio. O adolescente envolvido afirmou que Leonardo ajudou a retirar televisores e outros objetos da casa, além de indicar onde estava um pedaço de madeira usado para matar a esposa. A perícia apontou que Kaianne morreu por asfixia.

Reações das defesas

A defesa de Leonardo informou que o processo está em segredo de justiça e não comentou o caso. Já a defesa de Adriano Ribeiro declarou esperar que o julgamento ocorra de forma justa e imparcial, respeitando os princípios constitucionais. Familiares da vítima relataram que Kaianne já havia tentado se separar de Leonardo devido a conflitos sobre gastos do marido, mas o casal aparentava viver em harmonia.

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