Há 15 anos: como era o Ceará em 2011, ano de estreia do g1
Há 15 anos: como era o Ceará em 2011

Em 2011, o Ceará vivia um momento de transformações em diversas áreas, desde a segurança pública até a mobilidade urbana. Há exatos 15 anos, o g1 Ceará estreava como plataforma de jornalismo, fortalecendo a informação no estado. Para celebrar essa trajetória, convidamos você a uma viagem no tempo e relembrar como era o cotidiano dos cearenses naquele ano.

Quem estava no poder

Em 2011, o cenário político cearense era liderado por Cid Gomes, que iniciava seu segundo mandato como governador do Ceará (2007-2014). Na capital, Luizianne Lins ocupava a prefeitura de Fortaleza, em seu penúltimo ano de gestão (2005-2012). No âmbito nacional, Dilma Rousseff comandava o Brasil em seu primeiro mandato presidencial.

O fim da linha Paranjana

Um dos ícones do transporte público de Fortaleza, a linha de ônibus Paranjana, foi extinta em janeiro de 2011. Conhecida por sua rota circular que ligava bairros distantes como Parangaba, Barra do Ceará e Papicu, a linha era famosa pela superlotação e virou alvo de piadas e afeto dos fortalezenses. Com a extinção, o trajeto foi desmembrado em cinco novas opções entre os terminais Antônio Bezerra, Papicu, Lagoa e Parangaba.

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Na segurança pública, o Ronda do Quarteirão

O Programa Ronda do Quarteirão, implementado em 2007 como promessa de campanha de Cid Gomes, completava cinco anos em 2011. A iniciativa aproximava a polícia da população, com viaturas Hilux e uniformes diferenciados, criando vínculos com as comunidades. Cada área de até três quilômetros quadrados tinha uma viatura específica, e a população podia solicitar o serviço diretamente. O programa alcançava Fortaleza, Caucaia e Maracanaú desde 2008 e foi expandido para cidades do interior com mais de 50 mil habitantes, como Sobral, Crateús, Canindé, Juazeiro do Norte, Crato e Iguatu. Embora não tenha sido encerrado oficialmente, o Ronda do Quarteirão foi se diluindo com as mudanças na segurança pública a partir da gestão de Camilo Santana, dando espaço a outras estruturas como o Batalhão de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (Raio).

Obras de mobilidade para a Copa do Mundo

Em 2011, os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 estavam a todo vapor. Em Fortaleza, as principais intervenções focaram na mobilidade urbana. O VLT que liga a Parangaba ao Mucuripe ainda era um projeto em licitação, e o metrô de Fortaleza, promessa de décadas, ganhou obras de duas novas estações. A cidade também tinha projetos de corredores de ônibus e melhorias nas avenidas Alberto Craveiro, Paulino Rocha, Silas Munguba e Raul Barbosa. A operação assistida da Linha Sul do metrô, de Pacatuba à Parangaba, só começou em junho de 2012, e o trecho completo até o Centro foi liberado meses depois. As obras do VLT iniciaram em 2012, com inauguração apenas em julho de 2017, três anos após o Mundial.

Avenida Dr. Silas Munguba: a polêmica do nome

A avenida Dr. Silas Munguba, importante via que leva à Arena Castelão, teve seu nome alterado em outubro de 2010, mas em 2011 as placas ainda exibiam o nome antigo, Dedé Brasil. As novas identificações só foram instaladas em fevereiro de 2014.

Estádios fechados

Em 2011, os torcedores cearenses estavam sem os dois principais estádios de futebol. A Arena Castelão passava por reforma para atender aos padrões da Fifa, com ampliação da capacidade de 59 mil para 66,7 mil lugares, sendo inaugurada em dezembro de 2012. O Presidente Vargas, outro estádio de Fortaleza, esteve interditado desde 2008 e foi reinaugurado em setembro de 2011 após reforma.

As opções de lazer

A vida noturna de Fortaleza em 2011 contava com casas de show e bares que já não existem ou mudaram de endereço, como o Órbita Bar, o Chopp do Bixiga (no entorno do Dragão do Mar) e o Mucuripe Club. No bairro Aldeota, a chamada “Rua do Fafi” reunia bares como Fafi e Bebedouro e o restaurante Maria Bonita, com ritmos variados. Os amantes do forró frequentavam o Kangalha, o Forró no Sítio e o Clube do Vaqueiro, espalhados pela região metropolitana.

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