Agricultor celebra confirmação de petróleo em sítio no Ceará
Agricultor celebra petróleo em sítio no Ceará

O agricultor Sidrônio Moreira, que descobriu um poço de petróleo no quintal de sua casa em Tabuleiro do Norte, no Ceará, afirma que, apesar das dificuldades para abastecer os animais e a plantação, não pretende abandonar a propriedade. A história começou em 2024, quando ele decidiu perfurar um poço artesiano para amenizar a escassez de água. Em vez de água, encontrou um líquido preto com cheiro de combustível. Em maio deste ano, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou que se tratava de petróleo cru.

Descoberta e confirmação

O terreno de Sidrônio, com cerca de 48 hectares, está localizado na zona rural de Tabuleiro do Norte. A confirmação do petróleo trouxe restrições: ele está impedido de perfurar novos poços artesianos e precisa tomar cuidado com o solo devido ao risco de contaminação. "Estamos por aqui na propriedade morando nela e aguardando que eles (ANP) resolvam o problema. Sem poder perfurar em busca de água fica muito difícil. Mas não vou abandonar a propriedade", disse ao g1.

Dificuldades com água

A água encanada foi parcialmente resolvida com a chegada de uma nova adutora, que fornece água para tarefas básicas como cozinhar. No entanto, Sidrônio ainda enfrenta dificuldades para irrigar a plantação e cuidar dos animais. Atualmente, ele e o filho Sidnei Moreira cuidam de cerca de 20 animais e plantações de feijão e milho. "Sem água para irrigar fica difícil, pois as chuvas são poucas", lamenta.

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Próximos passos da ANP

A ANP abriu um processo administrativo para avaliar a área e seu contexto geológico, estudando o tamanho das reservas e a viabilidade da exploração. Não há prazo para a conclusão. A agência pode incluir a área na Oferta Permanente de Concessão, mas isso depende de várias etapas, incluindo aprovações ambientais. Mesmo que a exploração seja viável, o processo pode levar anos.

Direitos do agricultor

Embora o petróleo pertença à União, Sidrônio pode receber um percentual sobre a produção futura, de até 1%, conforme previsto em lei. No entanto, a ANP precisa primeiro determinar se a exploração compensa financeiramente. Outros achados semelhantes foram descartados por serem pequenos demais.

"Fiquei muito satisfeito" com a confirmação, diz o agricultor, que espera uma resposta rápida da agência para continuar seus projetos. Vender as terras não é uma opção, apesar de propostas recebidas. Ele segue focado em encontrar água para os animais e a plantação.

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