Lula explica ausência na Marcha para Jesus: 'Proveito político de coisa sagrada'
Lula: 'Proveito político de coisa sagrada' na Marcha para Jesus

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu à 34ª Marcha para Jesus, realizada em São Paulo, e explicou sua ausência em uma ligação telefônica ao ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias. Durante a conversa, Lula afirmou que evita participar de eventos religiosos em períodos eleitorais para não dar a impressão de que tira proveito político do sagrado.

Representante do governo no evento

Jorge Messias representou o governo na Marcha para Jesus, chegando cedo ao local, acenando para os fiéis e gravando um vídeo ao lado do apóstolo Estevam Hernandes. A presença do ministro foi discreta, em meio a diversas figuras políticas de diferentes espectros que também marcaram presença no evento religioso.

Justificativa de Lula

Em sua ligação, Lula reforçou que sua ausência não significa desrespeito à fé ou aos organizadores, mas sim uma postura ética para evitar qualquer interpretação de uso político da religião. O presidente destacou que respeita todas as crenças, mas prefere manter distância de palanques religiosos durante o período eleitoral.

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Contexto político

A Marcha para Jesus é um dos maiores eventos evangélicos do país e costuma atrair políticos em busca de aproximação com o eleitorado religioso. A decisão de Lula de não comparecer contrasta com a presença de outros candidatos e autoridades, que aproveitam o evento para discursos e fotos. A mensagem do presidente foi transmitida indiretamente por Messias, que destacou o respeito do governo pela diversidade religiosa.

O evento deste ano contou com a participação de representantes de várias correntes políticas, evidenciando a importância do segmento evangélico no cenário eleitoral brasileiro. A ausência de Lula, no entanto, gerou comentários entre os organizadores e fiéis, que esperavam uma presença mais direta do chefe do Executivo.

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