A 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, realizada na Avenida Paulista, chega com um forte apelo político em meio a um ano eleitoral. O evento, que conta com apresentações de grandes nomes como Pabllo Vittar e Glória Groove, enfrenta uma redução significativa no número de patrocinadores e trios elétricos, refletindo uma retração global nos investimentos em diversidade.
Tema central: mobilização política
A organização da Parada elegeu como tema a mobilização política e a luta por direitos, destacando a importância da participação da comunidade LGBT+ nas eleições. Em um contexto de desafios legais, um projeto de lei na Câmara dos Deputados tenta restringir a presença de menores no evento e limitar as celebrações, o que gerou debates acalorados entre ativistas e parlamentares.
Shows e segurança
Além de Pabllo Vittar e Glória Groove, a programação musical inclui outros artistas de destaque, embora em menor número devido à redução de trios elétricos. Para garantir a segurança dos participantes, cerca de 1,5 mil policiais foram mobilizados, com reforço em pontos estratégicos da Avenida Paulista.
Desafios financeiros
A diminuição de patrocinadores é vista como um reflexo de um cenário global de cortes em iniciativas de diversidade, especialmente em grandes corporações. Apesar disso, a organização afirma que o evento manterá seu caráter festivo e reivindicatório, adaptando-se às novas condições financeiras.
A Parada LGBT+ de São Paulo é um dos maiores eventos do gênero no mundo e, em sua 30ª edição, reforça a importância da resistência e da visibilidade da comunidade, mesmo diante de adversidades econômicas e políticas.



