O escritor pernambucano Raimundo Carrero faleceu aos 78 anos na madrugada desta terça-feira (16). A causa da morte foi um câncer, conforme informou a família do autor de obras como As sóbrias ruínas da alma, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti em 2000. Carrero estava internado para tratamento da doença.
Velório na Academia Pernambucana de Letras
O velório ocorre na Academia Pernambucana de Letras, localizada no bairro das Graças, Zona Norte do Recife, da qual Carrero era membro desde 2004. Até a última atualização desta reportagem, o horário do velório não havia sido divulgado.
Nota da família
Em nota, a família do escritor afirmou: “Ao longo de sua vida, Raimundo dedicou-se à literatura com paixão, sensibilidade e compromisso, construindo uma obra que marcou gerações de leitores e contribuiu de forma significativa para a cultura pernambucana e brasileira”. A família também agradeceu as manifestações de carinho e solidariedade recebidas.
Vida e obra de Raimundo Carrero
Nascido em 20 de dezembro de 1947 em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, Carrero começou a escrever na adolescência e atuou como jornalista no Recife. Foi professor de criação literária, ensinando técnicas para aprimorar a escrita. Sua obra é marcada pela surpresa, sedução do leitor, diálogo com clássicos e temas religiosos.
Ele escreveu mais de 20 livros, entre eles:
- Somos pedras que se consomem (Grande Prêmio da Crítica – APCA e Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, 1996)
- As sóbrias ruínas da alma (Prêmio Jabuti, 2000)
- Sombra severa (2001)
- Ao redor do escorpião... uma tarântula? (2003)
- O delicado abismo da loucura (2005)
- O amor não tem bons sentimentos (2007)
- A preparação do escritor (2009)
- Romance do bordado e da pantera negra (2014)
- Colégio de freiras (2020)
- Estão matando os meninos (2020)
- A luta verbal: a preparação do escritor (2022)



