O filhote de onça-pintada Xingu será apresentado ao público pela primeira vez neste domingo (19), durante a programação especial de férias no BioParque Vale Amazônia, em Parauapebas, no sudeste do Pará. Nascido na Serra dos Carajás, o animal completou seis meses e pertence a uma espécie considerada ameaçada de extinção. O nome Xingu foi escolhido após votação popular realizada em março deste ano.
Desenvolvimento e aprendizado do filhote
Segundo o veterinário Nereston de Camargo, o filhote está em uma fase importante de desenvolvimento e aprendizado. “O nascimento de Xingu foi mais um marco para a conservação da espécie. Agora ele chegou numa idade de aprendizados com a mãe. A ampliação do espaço permite que ele explore mais o ambiente e aprenda com a mãe etapas importantes”, explicou.
Programação especial de férias
Durante a programação especial de férias, os visitantes poderão participar de atividades como oficinas de biojoias e bomba de sementes, pintura de máscaras, personalização de ecobags, jogos educativos e apresentação de capoeira.
Histórico de nascimentos no BioParque
O filhote Xingu é o sétimo filhote de onça-pintada nascido no BioParque nos últimos 12 anos e o terceiro com genética do cerrado. Ele é filho de Marília e Zezé. Os nascimentos anteriores incluem: em 2014, Thor e Pandora (genética amazônica); em 2016, Sheila e Leila (melânicas, também amazônicas); e em 2022, Rhudá e Rhuana (genética do Cerrado).
Comportamento e adaptação
Nesta fase, Xingu passa por um período de descobertas, aprendendo a nadar, escalar, correr e afiar as unhas nos troncos, sempre acompanhado pela mãe e monitorado pela equipe técnica. A adaptação ao espaço maior ocorre de forma gradual, em horários determinados, respeitando o comportamento do filhote.
Origem dos pais e conservação
Marília, mãe de Xingu, foi resgatada de cativeiro ilegal. Já Zezé nasceu em uma instituição em Goiás e descende de animais retirados de situação irregular. Por terem vivido sob influência humana, nenhum dos dois pode retornar à natureza. Atualmente, o casal e o filhote fazem parte do plantel do parque e contribuem para ações de conscientização sobre o tráfico de animais e a importância da preservação da espécie.
O BioParque Vale Amazônia
O BioParque Vale Amazônia já registrou o nascimento de diversas espécies ameaçadas de extinção, como ararajuba, arara-azul, jacupiranga, mutum-de-penacho, gavião-real, onça-pintada, onça-parda, queixada, caititu, guariba-de-mãos-ruivas e anta. O local conta com 29 recintos que abrigam felinos, primatas, répteis e aves. Entre as atrações estão a sala de coleção entomológica, com cerca de 1.100 exemplares de insetos da floresta, além de formigueiro e viveiro de imersão. O BioParque funciona de terça a domingo, das 9h às 16h, e está localizado dentro da Floresta Nacional de Carajás, unidade de conservação ambiental gerida pelo ICMBio.



