Dívida de R$ 90 milhões ameaça passe livre estudantil em Manaus
Dívida de R$ 90 milhões ameaça passe livre estudantil

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) informou nesta terça-feira (21) que uma dívida de R$ 90,1 milhões, não paga pelo Governo do Amazonas e pela Prefeitura de Manaus, pode comprometer o passe livre estudantil na capital. Em coletiva de imprensa, a entidade alertou para o risco de colapso no sistema de transporte coletivo caso os valores não sejam regularizados.

Valores pendentes e responsabilidades

Segundo o Sinetram, os valores em aberto somam R$ 90.184.740,19. Desse total, mais de R$ 44 milhões seriam de responsabilidade do Governo do Amazonas, enquanto o restante caberia à Prefeitura de Manaus. O sindicato afirma que as 10 empresas responsáveis pelo transporte coletivo enfrentam dificuldades financeiras e que os atrasos nos repasses impactam diretamente a operação do serviço.

Declarações do presidente do Sinetram

O presidente do sindicato, César Tadeu Teixeira, afirmou que a continuidade da gratuidade para estudantes depende da regularização dos pagamentos. "O sistema pode colapsar caso essa dívida, que hoje é de R$ 90 milhões, não seja paga", disse. Ele também destacou que, sem a quitação dos valores pendentes e a definição dos repasses futuros, as empresas teriam dificuldades para manter o benefício. "Não basta apenas acertar isso. Tem que se pagar o correto para frente, do que o estudante vai andar. Caso contrário, nós não temos como atendê-lo", declarou.

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Contexto da paralisação

A declaração foi feita um dia após a paralisação dos rodoviários, iniciada na segunda-feira (20) em meio a reclamações sobre atraso no pagamento de salários. Nesta terça, 80% da frota voltou a circular nos horários de pico após determinação do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11). A Justiça do Trabalho determinou que o transporte coletivo opere com 80% da frota nos horários de pico e 50% nos demais períodos, sob multa de R$ 120 mil por hora em caso de descumprimento. Para garantir a saída dos veículos das garagens, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) acompanhou a movimentação desde as 4h40.

Impacto no serviço

O sindicato defende que Governo do Amazonas e Prefeitura de Manaus cheguem a um acordo sobre os valores apontados pela entidade. O g1 procurou a Prefeitura de Manaus e o Governo do Amazonas para comentar as pendências financeiras e aguarda resposta. Enquanto isso, a circulação dos ônibus começou a ser restabelecida nas primeiras horas desta terça-feira, mas a situação ainda é crítica para os usuários do transporte coletivo.

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