Uma força-tarefa composta por bombeiros e agentes de saúde enfrenta dificuldades para conter um vazamento de gás no Distrito Industrial de Manaus, que já dura três dias. Carros-pipa chegam constantemente ao local para auxiliar no resfriamento do tanque que armazena estireno líquido, substância utilizada na indústria petroquímica para fabricação de plásticos, resinas e borrachas.
Operação de contenção e monitoramento
Os trabalhos concentram-se no resfriamento externo do tanque e no monitoramento da temperatura interna. “Estamos trabalhando agora, neste momento, já para caminhar para um estancamento final”, afirmou Orleilso Muniz, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas. Ainda não se sabe a quantidade de material lançado na atmosfera durante as mais de 48 horas de vazamento.
Avaliação de risco e impactos na saúde
A Defesa Civil avaliou nesta sexta-feira (17) que o risco para a saúde da população é baixo, mas que uma nova análise será necessária para liberar a circulação de pessoas no entorno da indústria. A empresa responsável, Innova, afirmou que “a liberação controlada de vapores ocorreu em razão da atuação dos dispositivos de segurança do tanque, projetados para preservar a integridade do equipamento e mitigar maiores impactos”. A empresa declarou ainda que “aproximadamente 80% do material atualmente emitido pelas válvulas é composto por vapor d’água e que o percentual remanescente corresponde a gases residuais do processo, que seguem sendo continuamente monitorados”.
Atendimento médico e investigação
O cheiro forte do vazamento levou mais de 200 pessoas às unidades de saúde de Manaus. Funcionários da empresa, trabalhadores e moradores vizinhos apresentaram sintomas como tontura, náusea, falta de ar e desmaios. Ainda há pacientes internados. O Ministério Público do Amazonas abriu procedimento para apurar as causas do vazamento. A Prefeitura de Manaus utilizou uma câmera térmica para identificar fissuras no topo e na base do tanque e interditou a empresa.



