O Acre registrou a quarta maior queda na média de área queimada no Brasil entre 1985 e 2025, com redução de 62%, segundo o Relatório Anual do Fogo do MapBiomas, divulgado nesta terça-feira (21). No ano passado, foram 81.366 hectares atingidos pelo fogo, bem abaixo da média histórica de 213.924 hectares anuais.
Comparativo com outros estados
Os estados com quedas maiores que o Acre foram Rondônia (83%), Espírito Santo (77%) e Mato Grosso do Sul (65%). O estudo analisou a dinâmica do fogo no território brasileiro ao longo de quatro décadas, considerando extensão total atingida ao menos uma vez, variação anual, frequência e sazonalidade.
Acumulado e análise fundiária
No período de 41 anos, o Acre acumulou 2.743.600 hectares de área queimada, o que corresponde a 1,32% do total nacional, colocando o estado em 13ª posição. A análise fundiária revela que o fogo atingiu principalmente terras privadas (58% da área acumulada, sendo 49,4% em imóveis rurais privados e 8,4% em assentamentos), áreas sem registro fundiário georreferenciado (21,7%), terras públicas (14,8%, com destaque para Terras Indígenas com 6,5%) e Unidades de Conservação (4,07%).
Primeiro semestre de 2026
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Acre registrou 41 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2026, uma redução de 43% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram 72 focos. O município de Feijó liderou com 11 focos (26,8% do total), seguido por Cruzeiro do Sul e Tarauacá, com cinco focos cada (12,2% cada).



