A Polícia Militar do Amazonas (PMAM), por meio do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), apreendeu mais de 2,5 toneladas de cocaína em duas embarcações no Rio Solimões. A ação ocorreu na noite do último sábado, e o balanço total foi divulgado pela corporação nesta quarta-feira. Além da droga, foram apreendidas armas e munições.
Investigação aponta rota do tráfico na tríplice fronteira
Segundo a PMAM, as investigações indicaram que uma organização criminosa utiliza embarcações para transportar entorpecentes oriundos da tríplice fronteira — Brasil, Colômbia e Peru — com destino ao estado do Amazonas. Durante um patrulhamento fluvial no Rio Solimões, nas proximidades do município de Codajás, por volta das 22h, equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) identificaram duas embarcações do tipo bote de madeira, medindo aproximadamente 8 metros de comprimento, ambas equipadas com motores de popa Suzuki de 30 HP.
Troca de tiros e fuga dos suspeitos
Os agentes se aproximaram para fazer a abordagem e deram ordem de parada, que foi descumprida. Segundo relatos da equipe, nesse momento os ocupantes atiraram, dando início a uma troca de tiros. Os suspeitos abandonaram as embarcações pulando na água e fugiram em direção à região de mata. Ninguém foi detido.
Volume recorde de droga e valor de mercado
Nas embarcações abandonadas, os agentes encontraram 77 sacos com cocaína, conforme apontou a perícia a cargo da DRCO. Ao todo, foram apreendidos 2.522,7 kg da droga, o equivalente a mais de 2,5 toneladas. Segundo a polícia, essa quantidade tem valor de mercado no tráfico de drogas de R$ 189.278.035,00.
Armas e munições também apreendidas
Além da cocaína, os agentes apreenderam 2 motores de popa Suzuki 30 HP; 1 fuzil FAMAE calibre 5,56 mm; 1 carregador para fuzil calibre 5,56 mm; 135 munições calibre 5,56 mm; 1 pistola Girsan calibre 9 mm; 81 munições calibre 9 mm; 2 munições calibre .40; e 2 munições calibre 7,62 mm.
Apoio logístico e procedimentos legais
Participaram da operação com apoio logístico a Base Arpão - Coari (SSP-AM) e o Comando Militar da Amazônia (CMA). Toda a apreensão foi apresentada na Delegacia de Repressão ao Crime Organizado para os procedimentos legais.



