O Banco Central Europeu (BCE) anunciou que Marie Curie estampará as novas cédulas de 20 euros, mas a escolha gerou controvérsia entre poloneses, que defendem o reconhecimento de sua origem polonesa. A cientista, nascida Maria Skłodowska em Varsóvia, viveu na França por mais de três décadas e adotou o sobrenome do marido francês, Pierre Curie.
Diplomatas poloneses em Bruxelas alertaram o BCE sobre a imprecisão, e o governador do Banco Central da Polônia, Adam Glapiński, enviou uma carta à presidente do BCE, Christine Lagarde. Parlamentares europeus poloneses e simpatizantes do feminismo de Marie também protestaram.
Em resposta, o BCE atualizou a informação em seu site para "Marie Curie (nascida Skłodowska)". O eurodeputado conservador Janusz Lewandowski elogiou a decisão, afirmando que o ajuste reflete a herança polonesa da cientista.
A polêmica reacendeu o debate sobre a identidade de Marie Curie, que ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1903 e de Química em 1911. Na segunda premiação, ela assinou como Marie Skłodowska-Curie, destacando sua origem polonesa, mas a assinatura não se popularizou.
O BCE abriu um concurso para eleger as melhores propostas para as novas cédulas, com conclusão prevista para 2026. Ainda não há data para a impressão das notas.



