Três manuscritos inéditos de Wolfgang Amadeus Mozart foram descobertos na Biblioteca Nacional da França, em Paris, em um achado que especialistas classificam como a mais importante revelação sobre o compositor austríaco em décadas. As partituras, datadas de 1787, estavam em um volume de obras de vários autores e passaram despercebidas por mais de 200 anos.
Detalhes da descoberta
Os manuscritos foram identificados pela musicóloga francesa Julie Mestdagh, que realizava uma catalogação de rotina quando notou anotações que não correspondiam ao catálogo oficial de Mozart. As três peças são inéditas: uma fuga para piano, um allegro para violino e um fragmento de sonata. Segundo a Biblioteca Nacional, a autenticidade foi confirmada por análise da caligrafia e do papel, típicos do período em que Mozart vivia em Viena.
Importância histórica
"Esta é a descoberta mais significativa de manuscritos de Mozart desde os anos 1950", afirmou o musicólogo alemão Ulrich Leisinger, diretor da Fundação Internacional Mozarteum. "As peças mostram um Mozart em plena maturidade criativa, com harmonias ousadas que prenunciam o romantismo." A descoberta ocorre em um momento de renovado interesse pelo compositor, cujas obras completas estão sendo revisadas para uma nova edição crítica.
Próximos passos
Os manuscritos serão exibidos ao público em uma exposição especial na Biblioteca Nacional da França a partir de setembro de 2026. Antes disso, passarão por estudos aprofundados e serão digitalizados para acesso online. Uma gravação mundial das peças está sendo planejada pela gravadora Deutsche Grammophon, com previsão de lançamento em 2027.



