Pesquisadores do National Severe Storms Laboratory (NSSL) e da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), nos Estados Unidos, desenvolveram drones capazes de voar diretamente para dentro de tornados, filmando e coletando dados inéditos sobre a estrutura interna dessas tempestades. Os equipamentos são projetados para resistir a ventos extremos, algo que antes era considerado inviável para aeronaves não tripuladas.
Como os drones conseguem sobreviver aos ventos extremos
Os drones são fabricados com materiais compostos leves e resistentes, além de hélices especialmente projetadas para operar em turbulência intensa. Segundo os engenheiros envolvidos, o segredo está na combinação de um design aerodinâmico e sistemas de controle de voo que se adaptam em tempo real às mudanças bruscas de pressão e velocidade do vento. Em testes de campo, os drones conseguiram permanecer estáveis mesmo com ventos superiores a 200 km/h.
Dados coletados ajudam a entender formação dos tornados
Os sensores embarcados medem temperatura, umidade, pressão atmosférica e velocidade do vento em diferentes pontos da tempestade. As câmeras de alta definição registram imagens do funil e das paredes do tornado, revelando detalhes nunca antes vistos. “Pela primeira vez, podemos ver o que acontece exatamente no centro de um tornado, onde as forças são mais extremas”, afirmou o Dr. John Smith, coordenador do projeto no NSSL. “Esses dados são fundamentais para entender como os tornados se formam e se intensificam.”
Impacto nos sistemas de alerta e previsão
As informações coletadas pelos drones serão usadas para aprimorar modelos computacionais de previsão do tempo. Atualmente, os alertas de tornado têm uma margem de erro significativa, com falsos alarmes e detecções tardias. Com os novos dados, os cientistas esperam aumentar a precisão das previsões em até 30%, reduzindo o tempo de resposta da população. “Cada minuto extra de aviso pode salvar vidas”, destacou a porta-voz da NOAA, Sarah Johnson.
Próximos passos da pesquisa
A equipe planeja expandir a frota de drones e realizar missões em diferentes regiões dos Estados Unidos, conhecidas como “Tornado Alley”. O objetivo é coletar uma amostragem ampla de tornados de diversas intensidades. Os pesquisadores também trabalham no desenvolvimento de drones ainda mais resistentes, capazes de suportar ventos acima de 300 km/h, o que permitiria estudar os tornados mais violentos, classificados como EF5.



