China planeja rebanho com mais de 100 iaques clonados até 2028
China quer 100 iaques clonados até 2028

A China está acelerando seus esforços para expandir o rebanho de iaques clonados, com a meta de superar 100 animais até 2028. O projeto, liderado pela Universidade de Zhejiang, já produziu 11 filhotes saudáveis desde o início das pesquisas. A iniciativa combina clonagem e seleção genética para melhorar a espécie, adaptada ao clima extremo do Tibete.

O projeto de clonagem de iaques

Os iaques (Bos grunniens) são bovinos parentes do boi, adaptados ao frio intenso e ao ar rarefeito das montanhas do Tibete, onde têm importância econômica e cultural. O projeto chinês utiliza técnicas avançadas de clonagem para acelerar o desenvolvimento de linhagens superiores, visando aumentar a produtividade de leite e carne, além de conservar recursos genéticos raros.

Em 30 de março de 2026, uma foto divulgada pela agência Xinhua mostrou dois iaques brancos clonados no condado de Damxung, na Região Autônoma de Xizang (Tibete). Esses animais são resultado de anos de pesquisa e representam um marco na biotecnologia chinesa.

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Metas e resultados

Até o momento, 11 filhotes de iaques clonados nasceram saudáveis, comprovando a viabilidade da técnica. A meta é expandir esse número para mais de 100 até 2028, criando um rebanho estável que possa servir de base para programas de melhoramento genético e conservação.

A clonagem permite selecionar características desejáveis, como resistência a doenças, maior produção de leite e adaptação a condições climáticas adversas. Além disso, o projeto visa salvar subespécies ameaçadas de iaques, cujo habitat tem sido reduzido pela atividade humana e pelas mudanças climáticas.

Importância econômica e cultural

Os iaques são essenciais para as comunidades tibetanas, fornecendo leite, carne, couro e transporte. Eles também têm papel central em rituais e tradições locais. A melhoria genética da espécie poderia aumentar a segurança alimentar e a renda de pastores na região.

No entanto, especialistas ressaltam que a clonagem não é uma solução isolada. "É necessário combinar a biotecnologia com medidas tradicionais de conservação, como proteção de habitats e manejo sustentável", alertam pesquisadores ouvidos pela reportagem. A transparência sobre os riscos e benefícios da clonagem também é apontada como fundamental para a aceitação pública.

Preocupações de especialistas

Apesar do avanço, há críticas sobre a prioridade dada à clonagem em detrimento de outras formas de preservação. Alguns biólogos defendem que a conservação in situ, ou seja, nos habitats naturais, deve ser a principal estratégia. A diversidade genética também pode ser reduzida se a seleção for muito focada em poucos indivíduos.

O governo chinês, por meio da Universidade de Zhejiang, afirma que o projeto segue rigorosos padrões éticos e científicos. A clonagem de iaques é vista como um passo para consolidar a liderança da China em biotecnologia animal, com potenciais aplicações em outras espécies.

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