Ataques de ransomware sobem 178% e miram Brasil e América Latina
Ataques de ransomware sobem 178% e miram Brasil e América Latina

O Brasil e toda a América Latina estão sob a mira de uma onda crescente de ataques de ransomware, com um aumento de 178% nos incidentes registrados no último ano, de acordo com um levantamento da empresa de segurança cibernética Dino. O relatório, divulgado nesta quarta-feira, revela que a região se tornou um dos principais alvos dos cibercriminosos, superando outras partes do mundo em termos de crescimento de ameaças.

Crescimento alarmante e fatores regionais

O estudo da Dino analisou dados de ataques ransomware em mais de 50 países e constatou que a América Latina apresentou a maior taxa de crescimento global. “A vulnerabilidade das empresas latino-americanas, aliada à falta de investimento em segurança digital, tem atraído grupos criminosos que veem na região um terreno fértil para lucros rápidos”, afirma o relatório. No Brasil, os setores mais afetados foram finanças, saúde e governo, responsáveis por 65% dos incidentes.

Entre os fatores que explicam o avanço está a rápida digitalização de processos durante a pandemia, sem a devida proteção. Muitas organizações ainda utilizam sistemas legados e carecem de backups robustos, facilitando a ação dos hackers. Além disso, o aumento do trabalho remoto expandiu a superfície de ataque.

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Impactos econômicos e operacionais

O custo médio de um ataque de ransomware na região subiu para US$ 1,2 milhão, considerando resgates pagos, perda de produtividade e danos à reputação. Segundo a Dino, 40% das empresas atacadas no Brasil optaram por pagar o resgate, mas apenas 60% recuperaram totalmente os dados. “Pagar não é garantia de recuperação, e o incentivo a novos ataques é um efeito colateral perigoso”, alerta o documento.

Pequenas e médias empresas são as mais vulneráveis, representando 72% dos alvos. Muitas não possuem equipes de TI dedicadas e dependem de soluções básicas de segurança. O setor de saúde, em particular, sofreu com o sequestro de dados de pacientes, causando interrupções em serviços críticos.

Recomendações e prevenção

O relatório da Dino recomenda a adoção de medidas como backups offline regulares, autenticação multifator e treinamento de funcionários para identificar e-mails de phishing. Além disso, a empresa sugere que governos da região implementem regulamentações mais rígidas para proteção de dados, seguindo o exemplo do Brasil com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

“A cibersegurança precisa ser vista como prioridade estratégica, não como despesa”, destaca o estudo. Com o avanço da inteligência artificial, os ataques tendem a se tornar mais sofisticados, exigindo investimentos contínuos em atualização tecnológica e conscientização.

Perspectivas para o futuro

Especialistas preveem que a tendência de crescimento deve se manter nos próximos anos, com a América Latina se consolidando como um hotspot para o crime cibernético. A colaboração entre países e empresas de segurança será essencial para frear o avanço. O relatório conclui que a resiliência cibernética depende de uma abordagem integrada, combinando tecnologia, políticas públicas e capacitação humana.

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