O Brasil registrou 753,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos ao longo de 2025, consolidando-se como o principal alvo da América Latina, segundo relatório da Fortinet. A distribuição de programas maliciosos somou mais de 187 milhões de ocorrências, crescimento expressivo em relação ao ano anterior.
Pequenas empresas na mira dos criminosos
Estudos do Ponemon Institute indicam que parcela expressiva dos ataques cibernéticos hoje tem como alvo direto pequenas empresas. A automação permite que criminosos busquem vulnerabilidades em escala, tornando qualquer empresa conectada à internet um alvo potencial.
Inteligência artificial potencializa ameaças
Criminosos usam IA generativa para criar e-mails de phishing mais convincentes, sem erros gramaticais, e com linguagem adaptada à vítima. O tempo entre a divulgação de uma vulnerabilidade e sua exploração caiu para poucas horas, reduzindo a margem de reação das equipes de TI.
Impactos econômicos e legais
Além de ransomware e roubo de credenciais, incidentes geram custos com interrupção de operações, perda de produtividade, perícia técnica e sanções da LGPD. Associações alertam que parte significativa das empresas atingidas enfrenta dificuldades severas de continuidade nos meses seguintes ao ataque.
Vulnerabilidades mais comuns
O fator humano é um dos elos mais explorados: um clique em link malicioso pode comprometer toda a rede. A ausência de monitoramento de navegação e tráfego em pequenas empresas permite que redirecionamentos maliciosos capturem credenciais sem detecção.
Resposta do setor de TI
Cresce a demanda por monitoramento 24 horas, atualização constante, backups testados e proteção automatizada. Empresas como a Gate7 IT Solutions oferecem suporte técnico permanente e monitoramento de redes para ampliar a capacidade de resposta das organizações.
Perspectivas futuras
Especialistas descrevem uma disputa entre IA ofensiva (criminosos) e defensiva (equipes de segurança). A automação da defesa torna-se cada vez mais necessária. Para pequenas e médias empresas, a cibersegurança deixou de ser pauta exclusiva de grandes corporações e passou a integrar o planejamento estratégico.



