Recorde de Críticas ao STF em Anúncios nas Redes Sociais, aponta NetLab UFRJ
Um estudo conduzido pela NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) revelou um crescimento expressivo no volume de anúncios publicitários no Facebook e Instagram que mencionam o Supremo Tribunal Federal (STF). A pesquisa, que analisou 55,2 mil anúncios veiculados entre 2020 e 2026, constatou que seis em cada dez desses anúncios continham críticas ao tribunal ou a seus ministros.
Picos durante eleições e crescimento em 2026
O levantamento identificou picos de publicidade sobre o STF durante períodos eleitorais, especialmente nas eleições de 2022 e 2026. Em 2026, o número de anúncios críticos atingiu um recorde histórico, com forte aceleração a partir do primeiro semestre. A maioria das publicações questiona a interferência da Corte em temas como direitos das famílias e a legitimidade institucional do tribunal.
Centralidade do STF no debate digital
De acordo com os pesquisadores, o STF se tornou um dos temas centrais do debate político nas redes sociais, sendo alvo frequente de campanhas publicitárias pagas. O estudo também critica a transparência das plataformas Meta (dona do Facebook e Instagram), que, segundo a NetLab, dificultam o acesso completo aos dados sobre os anunciantes e o direcionamento dos anúncios.
Entre os principais achados, destacam-se:
- 55,2 mil anúncios analisados no período de seis anos.
- 60% dos anúncios continham críticas diretas ao STF ou a ministros.
- Picos eleitorais em 2022 e 2026, com crescimento exponencial neste último ano.
- Críticas recorrentes à suposta interferência do STF em políticas familiares e à sua legitimidade.
Transparência em xeque
A NetLab UFRJ ressalta que a falta de transparência das plataformas dificulta a identificação dos responsáveis pelos anúncios e a compreensão do alcance das mensagens. O estudo reforça a necessidade de maior regulação e controle sobre a publicidade política digital no Brasil.



