Reforma tributária sai do fiscal e chega aos CEOs
Reforma tributária sai do fiscal e chega aos CEOs

A reforma tributária em tramitação no Brasil está saindo do departamento fiscal e chegando à mesa dos CEOs, exigindo uma reavaliação das estratégias empresariais. Especialistas apontam que as mudanças na tributação do consumo, como a criação do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), impactam diretamente a cadeia de valor das empresas.

Impactos estratégicos

Para o CEO da Pulse Brand, a reforma não é apenas uma questão de compliance, mas uma oportunidade de repensar modelos de negócio. "As empresas precisam se preparar para uma nova realidade tributária, que pode alterar desde a precificação até a estrutura de supply chain", afirma.

Mudanças na tributação do consumo

A proposta unifica tributos como PIS, Cofins, IPI e ICMS em um único imposto, com alíquota estimada entre 25% e 27%. Isso reduz a cumulatividade, mas exige adaptação dos sistemas de TI e processos internos.

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  • Simplificação do sistema tributário, mas com desafios de transição.
  • Impacto na competitividade setorial, com setores como serviços e tecnologia sendo mais afetados.
  • Necessidade de planejamento tributário proativo para evitar aumento de carga.

Papel dos CEOs

Os líderes empresariais devem se envolver ativamente no debate e na implementação das mudanças. "Não é mais uma questão de deixar para o fiscal. A reforma mexe com o core business", destaca o especialista.

Empresas que já iniciaram simulações de impacto e reuniões com consultorias estão à frente. A recomendação é criar comitês internos multidisciplinares, envolvendo finanças, jurídico e operações.

Desafios e oportunidades

Entre os desafios estão a alíquota elevada, a possível bitributação durante a transição e a necessidade de treinamento de equipes. Por outro lado, a simplificação pode reduzir custos de conformidade e litígios.

  1. Redução da burocracia fiscal.
  2. Maior previsibilidade para investimentos.
  3. Possibilidade de revisão de preços e margens.

A reforma tributária ainda está em discussão no Congresso, mas as empresas não podem esperar. "Quem se preparar agora terá vantagem competitiva", conclui o CEO.

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