Políticos brasileiros de pelo menos seis estados e do Distrito Federal tiveram que se esconder em abrigos antiaéreos em Israel desde a noite desta quinta-feira (12), no horário de Brasília. As comitivas participavam de viagens oficiais a Tel Aviv e outras cidades e foram surpreendidas pelo agravamento das tensões entre Israel e o Irã. O espaço aéreo israelense foi fechado, inclusive para voos comerciais.
O Ministério das Relações Exteriores ainda não emitiu nota oficial sobre a escalada de tensões, mas a Embaixada do Brasil em Tel Aviv já fez os primeiros contatos com os integrantes das comitivas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), acionou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para informar sobre a presença dos políticos e pedir apoio na retirada. Ambos estão no Brasil.
O secretário de Ciência e Tecnologia do DF, Marco Antônio Costa, afirmou que a comitiva distrital estava em um hotel em Tel Aviv na manhã desta sexta, após passar a noite em um bunker ouvindo sirenes 'o tempo todo'. Até o momento, não há previsão para a retomada dos voos comerciais saindo de Tel Aviv.
Entre os políticos que confirmaram estar em abrigos estão o prefeito de Nova Friburgo (RJ), que se abrigou em um bunker em Kfar Saba; o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, também em Kfar Saba; e o prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), que disse ainda não saber como voltará ao Brasil. A vice-prefeita de Divinópolis, Janete Aparecida, foi para um abrigo em Haifa, e o vice-prefeito de Uberlândia, Vanderlei Pelizer, descreveu o susto ao ser acordado por gritos e precisar se abrigar em um bunker. A vice-prefeita de Florianópolis, Maryanne Mattos (PL), relatou que precisou se abrigar por duas vezes.



