A Polícia Civil de Bauru (SP) vai investigar uma denúncia de suposto desvio de doações do Fundo Social de Solidariedade do município para uma igreja ligada à família da prefeita Suéllen Rosim (PSD). A denúncia foi registrada em boletim de ocorrência no dia 7 de maio pela ex-servidora comissionada Damaris Nunes de Faria Pavan, que foi exonerada da prefeitura em abril deste ano.
Segundo o registro, em março de 2022, Damaris teria recebido ordens de Lúcia Rosim, então presidente do Fundo Social e mãe da prefeita, para levar doações armazenadas no local para o Ministério Produzindo Esperança (MIP), igreja coordenada por membros da família Rosim. Entre os itens citados estão freezer, máquina de lavar, TVs, cestas básicas e caixas de leite.
A ex-servidora anexou à denúncia prints de supostas conversas com Lúcia e com uma funcionária do gabinete da prefeita. Nos diálogos, elas combinam horários e locais de entrega dos produtos. Damaris afirma que Márcia Rosim, irmã da prefeita, também teria buscado doações para levá-las a uma chácara onde funciona um projeto social de futebol coordenado por Dozimar Rosim, pai de Suéllen.
A delegada responsável pelo caso, Priscila Bianchini, informou que a denunciante e os citados serão ouvidos e que serão feitos levantamentos sobre a existência de irregularidades. Como os fatos relatados aconteceram há mais de dois anos, a delegada avalia que o tempo pode dificultar a apuração.
A Prefeitura de Bauru afirmou que a prefeita Suéllen Rosim “repudia com veemência as acusações levianas” e que a denúncia tem um tom “ressentido que tenta manchar a imagem de terceiros após ter sido desligada do cargo”. A administração informou ainda que tomará medidas cabíveis contra a denunciante.



