O ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou, nesta sexta-feira (29), que não será candidato a governador de Minas Gerais e que decidiu encerrar a carreira política. A declaração foi feita durante evento do Lide, em São Paulo.
“Eu vou fechar o ciclo da política, é algo que eu já havia programado há bastante tempo. Quando entrei na política, eu dizia sempre que a gente tem uma data de entrada e uma data de saída, que não me eternizaria na política. Tenho muito desapego ao poder e, felizmente, não preciso da política para sobreviver”, afirmou Pacheco.
O senador disse que vai se dedicar à advocacia, função que retomou após deixar a presidência do Senado. Ele também descartou qualquer expectativa de ingressar em tribunal superior, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF). “Se isso foi cogitado em algum momento, foi bem resolvido, é uma página virada”, completou.
Pacheco era o nome preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer ao governo estadual e servir de palanque para o presidente na campanha eleitoral. Ele também era o favorito do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para uma vaga no STF, mas o governo optou pela indicação de Jorge Messias.
O senador afirmou que o PSB tem bons nomes para concorrer ao governo de Minas, citando o empresário Josué Alencar e o ex-procurador-geral do Ministério Público de Minas Gerais, Jarbas Soares. Ele também elogiou a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT). “Me entusiasma muito ter uma mulher no Senado representando Minas Gerais com a qualidade da Marília Campos”, disse.



