MST ocupa Procuradoria em Presidente Prudente por reforma agrária
MST ocupa Procuradoria em Presidente Prudente por reforma agrária

Cerca de 200 militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a sede da Procuradoria Geral do Estado (PGE) em Presidente Prudente (SP) na manhã desta quarta-feira (15). A ação integra a Jornada Nacional de Luta e visa pressionar o governo paulista a arrecadar e destinar terras devolutas para a reforma agrária.

O grupo também protesta contra a Lei Estadual nº 17.557/2022, chamada de Lei da Grilagem. Segundo o MST, a legislação permite a regularização de terras públicas para grandes proprietários com descontos de até 90% do valor real, em vez de priorizar o assentamento de famílias acampadas.

Os manifestantes cobram agilidade em processos judiciais já transitados em julgado no Pontal do Paranapanema, que, segundo o movimento, deveriam resultar na destinação de áreas para famílias acampadas. O MST afirma que o governo regularizou 55 mil hectares por R$ 160 milhões, mas que, a preço de mercado, o valor chegaria a R$ 9 bilhões, o que permitiria assentar mais de 33 mil famílias.

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A Fundação Itesp informou que, entre 2023 e 2025, regularizou mais de 5,3 mil imóveis rurais no estado, abrangendo 237 mil hectares, sendo 90% pequenas e médias propriedades. No Pontal do Paranapanema, foram entregues 4.347 títulos, totalizando 185 mil hectares. Por meio das leis citadas, foram regularizados 264 imóveis, com arrecadação de R$ 230 milhões. Atualmente, 350 processos estão em andamento para 120 mil hectares.

O Itesp destacou que as ações visam segurança jurídica e desenvolvimento, mas confirmou que não há processo de destinação de áreas para assentamentos em andamento. A PGE não se manifestou até o fechamento da reportagem.

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