Leônidas Oliveira voltará ao comando da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult), substituindo Bárbara Botega, que deixará o cargo para se candidatar a deputada federal. O convite foi feito pelo governador Mateus Simões (PSD), empossado no último domingo (22) após a renúncia de Romeu Zema (Novo).
Oliveira afirmou que um dos principais objetivos de sua gestão será trabalhar na construção de um novo projeto da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, levando em conta a Reforma Tributária e o fim do ICMS previsto para a próxima década. O ICMS é um dos principais mecanismos de fomento à cultura no estado.
O ex-secretário havia pedido exoneração em 14 de setembro de 2025, em meio às discussões sobre a federalização e a venda de imóveis do estado para o pagamento da dívida de Minas Gerais com a União. Em junho, durante reunião na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), ele se manifestou contra a alienação de bens culturais, como o Palácio das Artes, e disse que trabalhava para reverter a situação.
Um dia antes do pedido de exoneração, Oliveira foi flagrado com cigarros de maconha no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na bagagem. Na época, afirmou que estava de férias em viagem pessoal custeada por ele próprio, que sua saída da Secretaria já havia sido comunicada anteriormente à equipe e que fazia uso medicinal da planta com receita médica.
Leônidas Oliveira assumiu a Secult pela primeira vez em 2020. É graduado em arquitetura e urbanismo, mestre em restauração e reabilitação do patrimônio arquitetônico e urbano e doutor em arquitetura e urbanismo. Já presidiu a Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte, a Empresa Municipal de Turismo (Belotur), foi presidente interino da Embratur e diretor executivo da Funarte, além de ter presidido o Fórum Nacional de Secretários de Cultura.



