Parlamentares democratas dos Estados Unidos abriram investigações para apurar se o secretário de Defesa, Pete Hegseth, tentou investir milhões de dólares em empresas do setor militar antes da guerra contra o Irã. Segundo o jornal 'Financial Times', o corretor de Hegseth no banco Morgan Stanley procurou a gestora BlackRock em fevereiro para discutir a aplicação em um fundo ligado à indústria de defesa. O contato teria ocorrido antes do início do conflito com o Irã e foi sinalizado internamente pela BlackRock, de acordo com a reportagem.
O Pentágono nega as informações. Um porta-voz classificou o caso como 'totalmente falso e fabricado' e pediu retratação. A investigação ocorre em duas frentes. No Senado, um grupo de democratas enviou carta a Hegseth pedindo explicações sobre suas finanças e possíveis conflitos de interesse. Já na Câmara, o Comitê de Supervisão também abriu apuração e solicitou documentos e comunicações relacionadas a investimentos do secretário.
Os parlamentares afirmam que, se confirmada, a tentativa de lucrar com decisões ligadas a uma guerra seria 'chocante'. De acordo com o Financial Times, Hegseth não conseguiu aplicar no fundo porque o produto não estava disponível para clientes do Morgan Stanley. Ainda não há confirmação de que ele tenha investido em outras ações do setor de defesa.
Pelas regras dos EUA, integrantes do governo precisam declarar operações financeiras em até 45 dias. Especialistas afirmam que, mesmo sem a concretização do investimento, o caso pode levantar dúvidas éticas. Regras federais proíbem funcionários do alto escalão de manter interesses financeiros que possam conflitar com suas funções. A investigação ocorre em meio a preocupações mais amplas sobre conflitos de interesse no governo Trump.



