O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha anunciou que será pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026, desta vez por Minas Gerais. Em entrevista ao programa Frente a Frente, da Folha e do UOL, ele afirmou que ainda não definiu o partido pelo qual concorrerá, mas justificou a escolha do estado por representar 'a mediana do país' e por ter sido bem acolhido ali. Cunha também disse que não rivalizaria com sua filha, a deputada Dani Cunha (União Brasil), eleita pelo Rio de Janeiro.
Na entrevista, Cunha declarou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o favorito para vencer a eleição presidencial deste ano, descrevendo o pleito como 'uma eleição de rejeição'. Segundo ele, o resultado será decidido por uma margem mínima, repetindo o cenário de 2022, mas com os papéis invertidos: 'Quem está no poder agora não é Bolsonaro, é Lula'. Cunha afirmou que apoiará Flávio ou qualquer candidato que seja contra o PT.
O ex-parlamentar, que se projetou politicamente com o apoio de igrejas, disse que 'evangélicos de verdade jamais votarão na esquerda'. Ele também comentou sobre o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a quem elogiou como 'jovem competente e muito preparado', e afirmou que, se eleito, votará nele para a reeleição ao cargo. Cunha revelou que mantém contato regular com Motta para tratar de assuntos cotidianos.
Eduardo Cunha foi presidente da Câmara entre 2015 e 2016, período em que aceitou o pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ele foi afastado do cargo após decisão do STF, teve o mandato cassado e passou quatro anos preso. Em 2023, a Primeira Turma do STF anulou sua condenação, transferindo o caso para a Justiça Eleitoral. Em 2022, Cunha já havia concorrido a deputado federal por São Paulo, sem sucesso.



