Os técnicos administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) decidiram manter a greve deflagrada em abril, após assembleia realizada na segunda-feira (6). Segundo os servidores, as pautas prioritárias da categoria não foram atendidas, o que motivou a continuidade da paralisação.
Pautas não atendidas motivam continuidade da greve
A decisão ocorre apesar de os docentes terem votado, na semana passada, pelo fim da greve iniciada em março. O retorno das aulas está previsto para 13 de julho. Os professores voltaram ao estado de greve — estágio anterior à paralisação —, em parte como forma de solidariedade aos técnicos. Com isso, a pressão para que os técnicos também retornem aumenta, mas a presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Públicas Estaduais no Estado do Rio (Sintuperj), Cassia Silveira, afirma que "não há condição de voltar sem o retorno dos auxílios".
Auxílios saúde e educação suspensos desde fevereiro
A categoria reivindica o retorno dos auxílios saúde e educação, suspensos desde fevereiro de 2024, no valor de R$ 900 cada. O auxílio educação é concedido a servidores com filhos de até 24 anos que estejam estudando, com o terceiro filho recebendo R$ 300. Já o auxílio saúde, a luta é para estendê-lo aos aposentados. "Essa questão é fundamental para sairmos de greve", pontuou Cassia à coluna.
Reformulação do PCCS também é pauta
Durante a assembleia, os servidores mencionaram a reformulação do plano de carreiras. O Plano de Cargo, Carreiras e Salários (PCCS) da categoria foi criado dentro da Uerj e seguiu para o governo em 2023, na gestão do ex-governador Cláudio Castro. Uma mesa de negociação chegou a ser montada, mas as tratativas não avançaram. A expectativa é que a greve force a retomada do mecanismo de negociação. "A gente também quer retomar essa negociação com o governo do estado. Esse ano já não dá para encaminhar para efeitos financeiros, mas [a ideia é] já deixar engatilhado para o ano que vem", afirma Cassia.
Reunião com governador em exercício nesta quinta
Os servidores devem se reunir com o governador em exercício, Ricardo Couto, na quinta-feira (9), às 16h, após o encontro da última sexta-feira (3) ter apresentado pouco avanço. Pela manhã, os técnicos farão uma vigília no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). "Esperamos que a quinta-feira tenha um desfecho positivo por parte do governo do estado", concluiu Cassia.



