PT oficializa Patrus Ananias ao governo de MG e Marília Campos ao Senado
PT oficializa Patrus e Marília para governo e Senado em MG

Em convenção realizada em Belo Horizonte neste sábado, o Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou as candidaturas de Patrus Ananias ao governo de Minas Gerais e de Marília Campos ao Senado. A decisão unifica o partido em torno de duas lideranças históricas para as eleições de 2026.

Patrus Ananias: trajetória e desafios

Patrus Ananias, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento Social no governo Lula, terá como principal desafio derrotar o atual governador Romeu Zema (Novo). Segundo pesquisa Datafolha de junho, Zema lidera com 42% das intenções de voto, enquanto Patrus aparece com 18%. Apesar da distância, a direção petista aposta na capilaridade do partido e na aliança com outras legendas da federação.

"Minas Gerais precisa de um governo que priorize a saúde, a educação e a geração de empregos. Vamos construir uma candidatura que una os mineiros em torno de um projeto de desenvolvimento com justiça social", afirmou Patrus durante o evento.

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Marília Campos ao Senado

Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, concorrerá a uma das duas vagas mineiras no Senado. Ela terá como adversários nomes como Cleitinho Azevedo (PSDB) e Marcelo Álvaro (PL). Marília defende a ampliação de investimentos federais no estado e a defesa dos direitos das mulheres e trabalhadores.

"O Senado precisa de representantes que lutem contra a desigualdade e pela retomada do crescimento. Contagem mostrou que é possível administrar com eficiência e cuidado com as pessoas", disse Marília.

A convenção também aprovou a coligação com PCdoB e PV, formando a Federação Brasil da Esperança. O presidente estadual do PT, Cristiano Silveira, destacou a unidade: "Temos chapa forte para recuperar Minas do atraso imposto pelo governo Zema".

Números e perspectivas

O PT espera repetir o desempenho de 2022, quando a federação elegeu o senador Alexandre Silveira. O partido conta com o apoio do ex-presidente Lula, que deve visitar Minas Gerais em agosto para impulsionar as candidaturas. Pesquisas internas indicam que Patrus pode crescer para 25% até outubro se conseguir consolidar o voto de esquerda e reduzir a rejeição.

A campanha de Patrus terá como eixos principais o combate à fome, a geração de empregos verdes e a retomada de obras paradas. No Senado, Marília promete atuar pela aprovação de reformas que beneficiem a população mais pobre.

Segundo o cientista político Paulo Moura, "a chapa PT é competitiva, mas depende de uma virada no humor do eleitorado e de uma forte presença de Lula no estado".

Impacto na política mineira

A confirmação das candidaturas já provoca reações. O governador Romeu Zema criticou a aliança petista e afirmou que "a velha política tenta voltar". Já lideranças do PSDB e do MDB articulam apoio a Zema, enquanto partidos de centro tentam formar uma terceira via. O PT, por sua vez, trabalha para ampliar a coligação com o PSB e o Republicanos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 17 pedidos de candidatura ao governo mineiro até o momento. As eleições estão marcadas para 4 de outubro de 2026.

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