PT confirma Patrus ao governo de Minas e Marília ao Senado, mas vice segue indefinido
PT oficializa Patrus e Marília, mas vice é impasse

O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, em convenção online realizada nesta segunda-feira (27/07/2026), as candidaturas de Patrus Ananias ao governo de Minas Gerais e de Marília Campos ao Senado. No entanto, a legenda manteve em aberto a definição do nome que ocupará a vice-governadoria na chapa majoritária, prolongando as negociações com o PSB e a federação Rede-PSOL.

Convenção homologa candidaturas e revela impasse

A convenção, que ocorreu de forma remota devido a restrições logísticas, homologou não apenas os nomes para o Executivo estadual e o Senado, mas também dezenas de candidaturas à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). O evento contou com a participação de lideranças nacionais e estaduais do partido, que reforçaram a unidade em torno de Patrus e Marília. Contudo, a ausência de definição sobre o vice evidenciou as dificuldades de alinhamento entre os partidos de esquerda no estado.

Patrus Ananias, ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento Social nos governos Lula, é considerado um nome de consenso dentro do PT. Já Marília Campos, atual prefeita de Contagem e ex-deputada federal, disputará uma vaga no Senado. Ambos têm histórico de atuação em políticas sociais e desenvolvimento regional.

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Negociações com PSB e Rede-PSOL seguem abertas

O principal entrave na chapa majoritária é a indicação do vice-governador. O PT negocia com o PSB e a federação Rede-PSOL, que reúne Rede Sustentabilidade e PSOL. Entre os nomes cotados estão Jarbas Soares, ex-prefeito de Montes Claros e filiado ao PSB, e Josué Gomes, empresário do setor têxtil e presidente da Coteminas, também vinculado ao PSB. A indefinição ocorre porque cada partido busca garantir espaço na chapa para fortalecer sua base eleitoral.

Segundo fontes da convenção, as conversas avançaram nos últimos dias, mas ainda não há consenso. O PT defende que o vice seja alguém com forte inserção no interior do estado, enquanto o PSB pressiona por um nome que amplie o alcance da coligação junto ao eleitorado empresarial. A Rede-PSOL, por sua vez, busca assegurar uma vaga na chapa que represente pautas ambientais e de direitos humanos.

Impacto na eleição estadual

A indefinição sobre o vice pode afetar o cronograma eleitoral do PT em Minas. O partido precisa registrar a chapa completa até a data limite estipulada pela Justiça Eleitoral, e a negociação prolongada reduz o tempo para campanha unificada. Analistas políticos apontam que a demora na definição pode beneficiar adversários, que já têm chapas definidas, como o atual governador Romeu Zema (Novo), que busca a reeleição.

Além disso, a coligação de esquerda tenta se apresentar como alternativa ao governo de Zema, que tem enfrentado críticas na área da saúde e da educação. Patrus Ananias, em discurso durante a convenção, afirmou que a aliança com PSB e Rede-PSOL é fundamental para derrotar o 'projeto neoliberal' no estado. 'Vamos construir uma frente ampla para devolver Minas ao povo mineiro', declarou.

Com a oficialização das candidaturas majoritárias, o PT inicia a fase de campanha com o desafio de consolidar a coligação e definir a vice-governadoria nos próximos dias. A expectativa é que as negociações sejam concluídas até o final da semana, para que a chapa possa iniciar as atividades de rua.

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