Desaprovação do governo Cláudio Castro atinge 54% no Rio, aponta Genial/Quaest
Desaprovação de Castro chega a 54%; Couto tem 34% de aprovação

A desaprovação do governo de Cláudio Castro (PL) no Rio de Janeiro atingiu 54% em julho de 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira. Apenas 28% dos entrevistados aprovam a gestão do ex-governador, que renunciou ao cargo em meio a uma megaoperação policial que gerou forte reação da opinião pública. O levantamento também mostra que o governador interino, Ricardo Couto, tem 34% de aprovação, enquanto 29% desaprovam sua atuação e 37% não souberam ou não quiseram opinar.

Queda de aprovação desde novembro

A desaprovação de Castro cresceu 14 pontos percentuais desde novembro de 2025, quando era de 40%. O pico de aprovação de sua gestão foi registrado em outubro de 2025, com 53% de avaliação positiva – número que caiu 25 pontos até julho deste ano. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores em todo o estado do Rio de Janeiro entre os dias 20 e 24 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Segurança e saúde lideram críticas

As áreas de segurança pública e saúde são as mais mal avaliadas pela população fluminense. Na segurança, 62% dos entrevistados consideram a atuação do governo ruim ou péssima; na saúde, o índice é de 58%. A megaoperação policial ocorrida em maio, que resultou em confrontos e mortes em comunidades da zona norte do Rio, é apontada como um dos principais fatores para a deterioração da imagem de Castro. “A operação foi vista como excessiva e desproporcional por grande parte da população, o que gerou um forte desgaste político”, avaliou o cientista político da Quaest, Felipe Nunes, em entrevista coletiva.

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Ricardo Couto assume em meio à crise

Ricardo Couto, que era vice-governador, assumiu o cargo após a renúncia de Castro no final de junho. Sua gestão ainda é pouco conhecida: 37% dos entrevistados não souberam avaliar seu desempenho. Entre os que opinaram, 34% aprovam e 29% desaprovam. Couto tem focado suas primeiras ações em medidas de transparência e diálogo com a sociedade civil, mas enfrenta o desafio de recuperar a confiança em um ambiente de forte polarização política.

Impacto na base aliada e cenário eleitoral

A pesquisa também avaliou a percepção sobre partidos políticos. O PL, legenda de Castro, perdeu 10 pontos de aprovação entre novembro e julho, caindo de 35% para 25%. Já o PT, principal partido de oposição no estado, manteve-se estável em 18%. Para analistas, os números indicam que a crise política no Rio pode beneficiar candidatos de centro em uma eventual eleição suplementar, caso a Assembleia Legislativa decida convocar novo pleito. A pesquisa Genial/Quaest é a primeira de grande porte após a renúncia e dá o tom para o segundo semestre político no estado.

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