O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta sexta-feira (26) que antecipou sua volta ao Brasil para tentar conter a crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência. Em entrevista à jornalista Kelly Matos, da Rádio Gaúcha, Valdemar disse que estava em Miami, nos Estados Unidos, mas decidiu antecipar a viagem a São Paulo por considerar o episódio “muito sério”.
Valdemar tenta apaziguar ânimos internos
“Eu tenho que conversar com a Michelle chegando e com o Flávio. Nós temos que acertar isso aí, porque, se não acertar isso aí, nós já vamos sair perdendo em casa. Vamos ter que acertar”, afirmou Valdemar. O presidente do PL disse que pretende conversar com Michelle e com Flávio ao chegar ao Brasil. Ele destacou a importância da ex-primeira-dama para o partido: “A Michelle tem um preço para nós, o que ela fez pelo PL, mulher no Brasil não tem preço”.
Origem do atrito
A crise teve início após Michelle publicar vídeos nas redes sociais em que afirmou ter sido maltratada e humilhada por Flávio Bolsonaro. A divergência envolve a articulação do PL no Ceará, onde aliados discutem uma aproximação com o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Michelle criticou a possibilidade de aliança com Ciro. Depois da repercussão, Flávio reagiu publicamente, e a ex-primeira-dama afirmou que o senador havia sido ríspido com ela em uma conversa por telefone.
Preocupação com impacto eleitoral
No vídeo, Valdemar também demonstrou preocupação com o impacto eleitoral da crise dentro do próprio campo bolsonarista. Segundo ele, Flávio está “com a eleição quase empatada com Lula”, e o partido precisa resolver o atrito para não começar a disputa prejudicado.
Declarações posteriores
Após expor o atrito com Flávio, Michelle voltou às redes sociais e disse que “não há briga, nem competição” entre aliados. Ela afirmou que apenas quis esclarecer uma situação que, segundo ela, estava sendo “deturpada”, e pediu que trechos de sua fala não fossem retirados de contexto. A ex-primeira-dama também defendeu união entre aliados para “derrotar o atual desgoverno” nas eleições. Já Flávio Bolsonaro afirmou que a direita precisa estar unida e que Michelle terá papel importante na campanha.



