O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, renunciará ao cargo na segunda-feira (22) e apresentará um cronograma para sua saída, conforme informou o jornal The Observer neste sábado (20). A decisão ocorre após Starmer concluir que sua posição não é mais sustentável, depois de conversar com ministros do gabinete, assessores, doadores e líderes sindicais. Ele está discutindo o assunto com sua esposa em sua residência de campo em Chequers antes de tomar uma decisão final.
Saída lenta e deliberada
Um membro da Câmara dos Lordes pelo Partido Trabalhista, próximo ao primeiro-ministro, afirmou ao Observer que Starmer não criará um vácuo de poder. Segundo ele, será "uma saída lenta e deliberada, por uma questão de dever e dignidade". O político, que falou anonimamente, acrescentou: "Acho que ele entende a realidade. Impedir o 'caos' (como ele bem disse) não é mais possível permanecendo no cargo, então só resta uma opção. Acho que ele chegou à conclusão de que essa é a opção correta para servir ao país e ao partido".
Declarações anteriores de Starmer
No dia 18 de maio, Starmer afirmou que seu tempo como líder do país não havia acabado e que não abandonaria o cargo. "Não vou desistir", disse Starmer. Questionado se seu mandato como primeiro-ministro havia terminado, respondeu que não e comentou: "Precisamos mostrar que podemos reverter a situação".
Crise no governo
Starmer enfrenta uma grave crise em seu governo, com pedidos de renúncia de membros de seu próprio partido. Na terça-feira (12), quatro ministros pediram demissão, e quase 80 parlamentares assinaram uma carta exigindo que o premiê renunciasse.
Manifestações em Londres
No sábado (16), duas grandes manifestações tomaram as ruas de Londres: o movimento "Una o Reino", organizado pelo ativista ultradireitista Tommy Robinson, e um ato em prol dos palestinos deslocados pela guerra árabe-israelense de 1948. Milhares de manifestantes de extrema-direita, empunhando bandeiras do Reino Unido e vestindo bonés com a frase "Make England Great Again (Mega)", se concentraram na Praça do Parlamento para protestar contra o que consideram um aumento da discriminação contra pessoas brancas no país.
* Com informações da Reuters



