O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na segunda-feira (20) que, se o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, quiser apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, 'que venha, que monte um comitê'. A declaração ocorreu durante a convenção nacional do PDT em Brasília, onde o partido anunciou apoio à reeleição de Lula.
Resposta do governo Trump
Nesta quinta-feira (23), o governo de Donald Trump comentou as falas de Lula. Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou ao g1 que os EUA têm interesse na 'liberdade de expressão' e na 'integridade do processo democrático' no Brasil. 'Em termos gerais, os Estados Unidos têm um interesse histórico e global na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos em todo o mundo, inclusive no Brasil', diz a nota.
O tom adotado pelo governo Trump ecoa o do pré-candidato Flávio Bolsonaro, que na terça-feira (21) atacou as urnas eletrônicas com acusações já desmentidas pelo TSE. A família Bolsonaro tem Marco Rubio como aliado nos EUA.
Lula: 'A gente vai derrotar todos'
Em seu discurso, Lula também afirmou que 'vai derrotar todos', em nome da democracia. 'Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país', declarou.
Sem citar nomes, o presidente voltou a dizer que 'antigamente traidor era enforcado'. Em outras ocasiões, Lula chamou os integrantes da família Bolsonaro de 'traidores da pátria'. 'Hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos EUA pedir para os EUA impor punição ao Brasil. Eu acho isso tão engraçado que eles podem até montar um comitê para apoiar nosso adversário aqui, porque não há neste país, a não ser vocês, que decida que país a gente quer para os próximos anos', completou.
Apoio do PDT e defesa da democracia
Durante a convenção, o PDT anunciou apoio unânime à pré-candidatura à reeleição de Lula. O presidente afirmou ainda que está 'convidando quem quiser do mundo para ver as eleições aqui no Brasil' e que não tem 'o direito de perder essas eleições'. 'Nós não temos o direito de perder essas eleições. Nós não temos o direito de permitir que o negacionismo, o fascismo, volte a pensar em governar esse país. Outro dia eu disse, nesse país antigamente traidor era enforcado. Trair a pátria é uma coisa muito grave', concluiu.



