Manuela D'Ávila critica Zucco por adesivo com rosto riscado de vermelho
Manuela D'Ávila critica Zucco por adesivo com rosto riscado

Manuela D'Ávila, candidata ao Senado pelo PSOL-RS, denunciou publicamente o uso de um adesivo pelo deputado estadual Luciano Zucco (PL) que exibe seu rosto riscado de vermelho, acompanhado da frase 'Anti-Manu' e do pronome 'ela'. Em suas redes sociais, a ex-candidata à vice-presidência classificou a ação como violência política e de gênero, afirmando que a imagem a transforma em um 'alvo'. 'São muitas violências', escreveu Manuela, referindo-se ao contexto de ataques que mulheres na política enfrentam.

Contexto da denúncia

O adesivo, que circulou durante eventos de campanha de Zucco, foi criticado por Manuela como uma tentativa de incitar ódio e deslegitimar sua candidatura. 'Riscar o rosto de uma mulher com vermelho não é apenas um ataque político, é um convite à agressão', declarou a candidata. Zucco, que concorre ao governo do Rio Grande do Sul pela coligação PL, Republicanos, Novo, entre outros partidos, ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso. A coluna Sonar - A Escuta das Redes, do jornal O Globo, trouxe a repercussão do episódio, destacando que Manuela lidera as intenções de voto para o Senado no estado, segundo pesquisas recentes.

Reações e impactos

A denúncia de Manuela D'Ávila gerou ampla repercussão nas redes sociais, com apoiadores e organizações de direitos humanos manifestando solidariedade. A campanha de Zucco, por sua vez, não respondeu até o fechamento desta reportagem. Especialistas apontam que o episódio reflete a escalada da violência política contra mulheres no Brasil, especialmente em períodos eleitorais. Dados do Tribunal Superior Eleitoral mostram que, em 2024, os casos de violência política de gênero aumentaram 30% em relação ao pleito anterior. Para Manuela, o adesivo 'Anti-Manu' não é um símbolo inofensivo, mas sim uma ferramenta de intimidação que reitera a necessidade de punição para esse tipo de conduta.

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Corrida eleitoral acirrada

Manuela D'Ávila, que foi vice na chapa de Fernando Haddad em 2018, busca uma vaga no Senado pelo PSOL. Sua candidatura tem foco em pautas sociais e ambientais. Zucco, por outro lado, é conhecido por seu alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro e defende uma agenda conservadora. A disputa pelo Senado no Rio Grande do Sul promete ser uma das mais acirradas do país, com Manuela liderando as pesquisas, mas enfrentando forte oposição. O episódio do adesivo pode influenciar o eleitorado, especialmente entre mulheres e jovens, que veem na atitude de Zucco um desrespeito às regras democráticas.

Legislação e precedentes

A violência política de gênero é crime no Brasil desde 2021, com a Lei 14.192, que estabelece punições para condutas que atentem contra a participação feminina na política. Casos como o de Manuela podem ser enquadrados nessa legislação, se comprovada a intenção de intimidar ou constranger. A Procuradoria da Mulher do Senado já foi acionada por aliados da candidata para avaliar a situação. Enquanto isso, a campanha de Manuela segue com agenda intensa, denunciando o que chama de 'violência sistêmica' contra mulheres na política.

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