O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira que está aberto ao diálogo com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e que espera o tempo que ela considerar necessário para apoiar sua campanha. A declaração foi feita no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, após retorno de viagem aos Estados Unidos.
Flávio defende união contra o PT
— Eu estou sempre aberto aqui a conversar, sempre esperando o tempo que ela achar que é o suficiente para ela estar com a gente na campanha, vestindo a camisa, porque tenho certeza que a Michelle pensa igual a mim. Ninguém aguenta mais quatro anos de PT. O Brasil não aguenta mais quatro anos de PT. No final das contas tem que estar todo mundo junto para combater esse inimigo do Brasil, que é o atual governo — disse o pré-candidato.
Contexto de tensão no PL
As declarações ocorrem após o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmar na véspera que a direita precisa “se entender melhor” para vencer as eleições presidenciais. Ele fez um apelo por unidade entre os aliados do campo conservador e disse acreditar que o cenário político ainda pode mudar antes do início oficial da campanha. Costa Neto anunciou que pretende atuar pessoalmente para reaproximar Flávio e Michelle nas próximas semanas.
O conflito entre os dois teve início durante as negociações em torno da vaga ao Senado no Ceará, após divergências sobre a condução das articulações locais. A tensão se agravou quando Michelle divulgou um vídeo com críticas ao enteado e culminou, na semana passada, com sua saída da presidência do PL Mulher.
Aliados aconselham cautela
Segundo apuração, aliados de Flávio Bolsonaro o aconselharam a adiar a escolha do candidato ao Senado no Rio de Janeiro após operações da Polícia Federal. A estratégia busca reduzir o tempo de exposição do futuro indicado antes do registro das candidaturas, mas amplia a irritação no partido às vésperas das convenções.
Flávio reiterou que a direita deve estar unida para enfrentar o PT nas eleições. A declaração reforça o movimento de aproximação entre os campos bolsonaristas, ainda que a ex-primeira-dama não tenha se manifestado publicamente sobre o apoio.



