O Ministério da Defesa brasileiro discorda do Itamaraty e não vê risco de ação militar dos Estados Unidos no Brasil, mesmo após a classificação de facções criminosas como organizações terroristas pelo governo americano. A pasta vem monitorando o tema enquanto o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, tem feito um périplo de conversas com suas contrapartes na América do Sul.
Divergência entre Defesa e Itamaraty
Enquanto o Itamaraty vê potencial de intervenção militar dos EUA, a Defesa, liderada por José Múcio Monteiro, busca diálogo pacífico com os americanos. A pasta destaca que as facções criminosas brasileiras não ameaçam a soberania americana e que o Brasil já combate essas organizações internamente de forma eficaz.
Segundo fontes do Ministério da Defesa, não há indicativos concretos de que os EUA pretendam realizar qualquer ação militar em território brasileiro. A avaliação é baseada em conversas com autoridades americanas e na análise do contexto geopolítico atual.
Monitoramento e diálogo regional
O ministro José Múcio Monteiro tem intensificado contatos com ministros da Defesa de países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Paraguai, para alinhar posições e trocar informações sobre o tema. O objetivo é evitar mal-entendidos e reforçar a cooperação regional em segurança.
A Defesa também mantém canais abertos com o Pentágono, por meio do adido militar brasileiro em Washington, para esclarecer dúvidas e garantir que não haja escalada de tensões.
Posição do Itamaraty
O Itamaraty, por sua vez, expressou preocupação com a classificação de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como terroristas pelos EUA. Para a chancelaria, isso poderia abrir precedente para intervenções militares, algo que a Defesa considera improvável.
“Não há risco iminente de ação militar. O Brasil é um país soberano e mantém boas relações com os EUA. O diálogo é o caminho”, afirmou uma fonte da Defesa.
Contexto e impactos
A classificação de facções criminosas como terroristas pelos EUA ocorreu em junho de 2026, gerando debate no governo brasileiro. Enquanto o Itamaraty adota postura mais cautelosa, a Defesa busca tranquilizar a sociedade e evitar alarmismo.
O tema deve ser discutido em reunião do Conselho de Defesa Nacional nos próximos dias, com a participação dos ministros da Defesa, Justiça e Relações Exteriores.



