O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), voltou a se distanciar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e declarou-se contrário à tentativa de golpe de Estado. Em entrevista, Zema afirmou que não apoia qualquer ruptura institucional, mas defendeu a anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Posicionamento de Zema sobre o golpe
Zema disse que "não compactua com tentativas de golpe" e que a democracia deve ser preservada. No entanto, ele acredita que os manifestantes presos após os ataques às sedes dos Três Poderes merecem "um gesto de reconciliação" por meio da anistia. "Sou contra o golpe, mas acho que o país precisa olhar para frente. Anistia é um instrumento para pacificar", afirmou.
Relação com Bolsonaro
O governador mineiro, que já foi aliado de Bolsonaro, tem adotado um tom crítico ao ex-presidente nos últimos meses. Zema evita comentar sobre as investigações que miram Bolsonaro, mas sinaliza que seu projeto político é independente. "Não tenho vínculo com o bolsonarismo. Meu foco é Minas Gerais", disse.
Reações e contexto político
A declaração ocorre em meio ao julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta tentativa de golpe. Zema é um dos governadores que podem disputar a Presidência em 2026, e sua posição busca equilibrar o eleitorado conservador sem romper com a legalidade. Segundo pesquisa recente, Zema tem 39,9% das intenções de voto para o governo de Minas, mas ainda precisa consolidar seu nome nacionalmente.



