PF: servidora tinha aval de Motta para desviar emendas a Cunha
PF: servidora tinha aval de Motta para desviar emendas

PF aponta envolvimento de presidente da Câmara em desvio de emendas

A Polícia Federal concluiu que a servidora da Câmara dos Deputados Mariângela Fialek contava com o aval do presidente da Casa, Hugo Motta, para desviar emendas parlamentares em benefício do ex-deputado Eduardo Cunha, cassado e sem mandato atual. A informação consta em relatório da investigação que resultou no bloqueio de R$ 6,15 milhões de Cunha.

Pelo menos 21 emendas foram identificadas

Os investigadores encontraram indícios de que Cunha, mesmo sem cargo eletivo, continuava a influenciar o direcionamento de recursos públicos. Foram identificadas ao menos 21 emendas indicadas pelo ex-presidente da Câmara em 2025, que teriam sido desviadas com a participação da servidora e o conhecimento de Motta.

Segundo a PF, Mariângela Fialek atuava como intermediária, utilizando sua posição para facilitar os desvios. O relatório destaca que ela “supostamente contava com o aval do presidente da Câmara, Hugo Motta, para promover os desvios”.

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Bloqueio de bens e silêncio de Motta

A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 6,15 milhões em bens de Eduardo Cunha como medida cautelar. Até o momento, Hugo Motta não se manifestou publicamente sobre as acusações. A assessoria de imprensa da Câmara informou que o presidente não comentará o caso enquanto não tiver acesso integral aos autos.

A investigação corre sob sigilo, mas a PF já ouviu testemunhas e analisou documentos que corroboram a tese de desvio de finalidade das emendas. O caso é mais um capítulo na longa trajetória judicial de Cunha, que já foi condenado por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

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