PF amplia investigação sobre fraudes no Banco Digimais
PF amplia investigação sobre fraudes no Banco Digimais

PF expande investigação sobre fraudes no Banco Digimais

A Polícia Federal ampliará a investigação sobre supostas fraudes financeiras no Banco Digimais, conforme apurado nesta terça-feira (25). Os investigadores avaliam documentos de contabilidade, auditorias independentes e ações judiciais para verificar o valor real de fundos do banco.

A operação, que já havia sido deflagrada anteriormente, agora mira novos indícios de irregularidades. Entre os alvos estão carteiras de investimento sem lastro, empreendimentos imobiliários não construídos e créditos de financiamento de carros com alta inadimplência.

Documentos e auditorias sob análise

De acordo com fontes da PF, a análise documental inclui balanços contábeis, relatórios de auditoria externa e processos judiciais que envolvem o banco. O objetivo é identificar se os ativos declarados pelo Digimais correspondem à realidade financeira.

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“Estamos verificando se há discrepâncias entre o que foi informado ao mercado e o que efetivamente existe”, afirmou um delegado envolvido no caso, que preferiu não ser identificado. A suspeita é de que o banco tenha utilizado instrumentos financeiros sem lastro para captar recursos.

Terrenos vazios e carros inadimplentes

Um dos focos da investigação são terrenos registrados como ativos do banco, mas que permanecem vazios e sem qualquer desenvolvimento. Além disso, contratos de financiamento de veículos com parcelas em atraso também estão sendo examinados. Esses créditos, segundo os investigadores, podem ter sido superavaliados.

A PF estima que o montante envolvido nas supostas fraudes ultrapasse R$ 500 milhões, mas o número ainda pode ser revisado conforme o avanço das apurações.

Banco nega irregularidades e colabora

Em nota, o Banco Digimais afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades e que todas as suas operações são realizadas dentro da legalidade. “O banco repudia qualquer acusação infundada e confia na conclusão das investigações para esclarecer os fatos”, diz o comunicado.

A instituição financeira também destacou que disponibilizou todos os documentos solicitados pela PF e que mantém uma política de transparência em suas demonstrações contábeis.

Próximos passos da operação

A expectativa é que a investigação seja concluída nos próximos meses, com a possibilidade de novas fases da operação. A PF busca identificar não apenas os responsáveis diretos, mas também eventuais beneficiários dos recursos desviados.

O caso segue sob sigilo judicial, mas a ampliação da apuração indica que as suspeitas iniciais se confirmaram em parte, levando os investigadores a aprofundar as buscas por novos ilícitos.

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