A operação da Polícia Federal que atingiu Márcio Canella, candidato ao Senado apoiado por Flávio Bolsonaro, ampliou a crise na montagem da chapa do PL no Rio de Janeiro. Aliados do senador consideram a manutenção de Canella politicamente insustentável e aguardam que a federação União Brasil-PP apresente um nome substituto.
Investigação de lavagem de dinheiro
A operação investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis, com movimentação estimada em R$ 7,6 bilhões. Canella é um dos alvos da investigação, o que gerou instabilidade na aliança política de Flávio Bolsonaro no estado.
Segundo fontes próximas ao senador, a situação de Canella se tornou insustentável para a campanha, e a expectativa é que a federação União Brasil-PP indique um novo candidato nos próximos dias. A troca, no entanto, depende de negociações internas e da aprovação dos partidos envolvidos.
Dificuldades na chapa ao Senado
Flávio Bolsonaro já enfrentava dificuldades para fechar sua chapa ao Senado após a desistência de Cláudio Castro, atual governador do Rio. A operação contra Canella agravou o cenário, obrigando o PL a reavaliar suas estratégias.
“A situação é delicada. Precisamos de um nome que tenha condições de disputar e que não traga riscos jurídicos para a chapa”, afirmou um aliado de Flávio sob condição de anonimato.
Impacto político
A crise no palanque de Flávio Bolsonaro ocorre em um momento crucial, com as eleições se aproximando. A operação da PF não apenas enfraquece a candidatura de Canella, mas também expõe fragilidades na articulação política do senador no Rio de Janeiro.
O PL aguarda agora a definição da federação União Brasil-PP para anunciar oficialmente a substituição. Enquanto isso, a campanha segue em compasso de espera, com a expectativa de que a crise seja resolvida rapidamente para não comprometer o desempenho eleitoral.



