O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou 11 pessoas acusadas de desviar R$ 86 milhões dos cofres do Instituto Rio Metrópole (IRM). A operação, que cumpriu mandados de prisão contra agentes públicos, resultou na prisão de cinco suspeitos, entre eles Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, presidente do IRM.
Esquema de desvio de recursos públicos
Segundo as investigações do MPRJ, o esquema criminoso operava por meio de contratos firmados pelo IRM com empresas privadas. Essas empresas, após receberem os pagamentos, repassavam os valores a uma entidade de fachada, o Instituto BIO. O dinheiro desviado era então lavado e distribuído entre os envolvidos.
De acordo com a denúncia, os crimes incluem organização criminosa, lavagem de dinheiro e peculato. O MPRJ aponta que o desvio ocorreu entre os anos de 2020 e 2024, período em que o IRM firmou contratos superfaturados e sem licitação com as empresas investigadas.
Presos e investigados
Além de Davi Perini Vermelho, foram presos outros quatro agentes públicos e empresários. Os nomes dos demais presos não foram divulgados até o momento. A Justiça do Rio de Janeiro também decretou a prisão preventiva de outros seis investigados que ainda não foram localizados.
O MPRJ informou que as investigações continuam e que novas denúncias podem ser apresentadas. O Instituto Rio Metrópole, por meio de nota, afirmou que está colaborando com as autoridades e que afastou os funcionários envolvidos.
Impacto do desvio
O desvio de R$ 86 milhões representa um prejuízo significativo para o erário fluminense. O IRM é uma autarquia responsável por projetos de infraestrutura e desenvolvimento urbano na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Com a verba desviada, poderiam ter sido realizadas obras de saneamento, transporte e habitação.
A população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que depende dos serviços do IRM, é a principal prejudicada. Organizações da sociedade civil cobram maior transparência e rigor na fiscalização dos contratos públicos.



