O Ministério Público de Rondônia (MPRO) denunciou seis pessoas investigadas na Operação Golden Plating por fraudar licitações e desviar mais de R$ 8,3 milhões dos cofres públicos. O esquema era operado por meio do Consórcio Público Intermunicipal da Região Centro Leste de Rondônia (Cimcero), que contratava empresas para fornecimento de tubos de plástico utilizados em obras. Segundo a denúncia, as empresas simulavam concorrência e cobravam valores acima do mercado, enquanto eram administradas pelas mesmas pessoas, com laços familiares e profissionais entre os envolvidos.
Esquema de fraudes em licitações
As investigações revelaram que três empresas participantes das licitações pertenciam ao mesmo grupo e eram controladas pelas mesmas pessoas. Elas combinavam valores das propostas, utilizavam computadores e certificados digitais compartilhados, e transferiam dinheiro entre si. Os suspeitos respondem por associação criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção e peculato. A Polícia Federal (PF) conduziu as investigações, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO). A acusação foi formalizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Bens bloqueados e pedido de ressarcimento
Para recuperar o prejuízo, o MPRO pediu à Justiça que os suspeitos devolvam o valor integral de R$ 8,3 milhões aos cofres públicos, além de pagarem multa de R$ 838 mil por danos morais. Até o momento, a Justiça já reteve 42 veículos, 3 imóveis, mais de 1.500 cabeças de gado e cerca de R$ 504 mil em contas bancárias. O órgão também solicitou que os bens dos denunciados continuem bloqueados para garantir o ressarcimento.
Impacto e desdobramentos
O esquema, que durou anos, prejudicou diretamente os cofres públicos de Rondônia, comprometendo recursos que poderiam ser aplicados em infraestrutura e serviços essenciais. A operação Golden Plating, da Polícia Federal, já havia cumprido mandados de busca e apreensão nos municípios de Cacoal, Presidente Médici e Ji-Paraná. O g1 entrou em contato com o Cimcero, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. Os nomes dos denunciados não foram divulgados pelo MPRO.



