Auditoria aponta irregularidades em 70% dos contratos do Instituto Rio Metrópole
IRM: 70% dos contratos com irregularidades

Uma auditoria interna expôs um esquema de desvio de recursos no Instituto Rio Metrópole (IRM), órgão criado para coordenar projetos urbanos na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O levantamento aponta que 70% dos contratos firmados pelo instituto apresentam irregularidades, com prejuízos potenciais de até R$ 150 milhões. A investigação revelou que o IRM, em vez de cumprir sua missão de articular melhorias urbanas, foi utilizado como uma máquina de desviar dinheiro público.

O que é o Instituto Rio Metrópole?

O IRM foi instituído em 2011 com a finalidade de planejar e executar ações integradas de desenvolvimento metropolitano, como mobilidade, saneamento e habitação. Sua criação visava dar agilidade a projetos estruturantes, como o Arco Metropolitano, uma via de 145 km que contorna a capital fluminense. No entanto, a auditoria constatou que, com o tempo, o órgão se desviou de seu propósito original.

Irregularidades encontradas

Entre as principais falhas detectadas estão: contratos superfaturados, serviços não executados ou parcialmente realizados, e ausência de licitação em várias aquisições. Um dos exemplos citados é o monitoramento do Arco Metropolitano, que foi abandonado logo após a criação do instituto, mesmo com contratos vigentes. Segundo o relatório, os desvios somam pelo menos R$ 150 milhões, valor que pode aumentar à medida que novas inconsistências forem apuradas.

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Impacto e reação

A situação gerou indignação entre gestores públicos e a população. Em nota, a nova administração do IRM afirmou que está colaborando com as investigações e implementando medidas para reverter os danos. “Nosso compromisso é recuperar a credibilidade do instituto e garantir que os recursos públicos sejam aplicados corretamente”, declarou um porta-voz. A auditoria também recomendou abertura de processos administrativos e a notificação ao Ministério Público para apurar enriquecimento ilícito.

Próximos passos

As investigações continuam, com foco em identificar contratos adicionais e responsabilizar envolvidos. A expectativa é que novas irregularidades sejam reveladas, ampliando o escopo do prejuízo. Enquanto isso, o IRM tenta retomar sua função original, mas enfrenta desafios com a imagem desgastada e a necessidade de reestruturação interna.

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