O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) emitiu R$ 1,5 milhão em notas promissórias para empresas ligadas ao suposto esquema de fraude conhecido como caso Master, conforme documentos obtidos pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o assunto. As notas, datadas de 2019 a 2021, foram destinadas a duas empresas: a Master Administradora de Bens e a Master Gestão de Recursos.
Detalhes das notas promissórias
Os documentos revelam que Flávio emitiu três notas promissórias: uma de R$ 500 mil em 2019, outra de R$ 600 mil em 2020 e uma terceira de R$ 400 mil em 2021. Todas foram endossadas por empresas do grupo Master, que está sob investigação por supostas fraudes em contratos de prestação de serviços com órgãos públicos. O senador, em nota, afirmou que as transações foram legais e referem-se a empréstimos pessoais quitados dentro do prazo.
Reações e investigações
A CPI, presidida pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), convocou Flávio para depor na próxima semana. “Os documentos levantados indicam uma relação financeira incomum entre o senador e empresas investigadas por fraudes milionárias”, disse Aziz em coletiva. O caso Master envolve suspeitas de desvio de recursos públicos em contratos de limpeza e conservação com prefeituras do Rio de Janeiro e São Paulo, totalizando mais de R$ 100 milhões.
Flávio Bolsonaro nega irregularidades e afirma que as notas promissórias foram parte de operações de crédito legítimas. “Nunca houve qualquer ilegalidade. Todas as transações estão devidamente registradas e os valores foram integralmente pagos”, declarou o senador em nota oficial.



