Disputa política na CBF por ingressos VIP para Copa
Disputa na CBF por ingressos VIP da Copa

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enfrenta uma disputa política interna envolvendo a distribuição de ingressos VIP para os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo. As entradas, adquiridas pela própria entidade, são utilizadas como moeda de troca no relacionamento com presidentes de federações estaduais e clubes, segundo apuração da coluna Bastidores.

Ingressos como ferramenta política

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, os ingressos VIP são distribuídos de forma a fortalecer laços com dirigentes que apoiam a gestão do presidente Samir Xaud. Presidentes de federações alinhados politicamente recebem tratamento diferenciado, enquanto críticos à administração têm acesso reduzido. A prática, embora negada oficialmente, é apontada como parte de uma estratégia de consolidação de poder dentro da entidade.

Em reunião realizada em Orlando, nos Estados Unidos, presidentes de federações estaduais manifestaram apoio público a Samir Xaud. O encontro, registrado em foto, evidencia a articulação política em torno da distribuição de benefícios.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Envolvidos negam irregularidades

Gustavo Feijó e Francisco Mendes, nomes citados como responsáveis pela distribuição dos ingressos, negam qualquer conflito de interesses. Em nota, a CBF afirma que todas as decisões sobre ingressos são tomadas de forma coletiva e transparente. No entanto, fontes internas indicam que o acesso a pacotes VIP varia conforme o grau de alinhamento político com a atual gestão.

A polêmica ocorre em meio a um momento de instabilidade na CBF, que busca reforçar sua imagem perante patrocinadores e a FIFA. A entidade não detalhou quantos ingressos são destinados a federações e clubes, nem os critérios objetivos de distribuição.

Impacto na relação com clubes

Dirigentes de clubes também relatam tratamento desigual. Enquanto alguns recebem cotas generosas para jogos decisivos, outros afirmam ter dificuldade para obter entradas básicas. A situação acirra os ânimos em um ambiente já marcado por rivalidades políticas. A CBF, por sua vez, reitera que o processo é baseado em critérios técnicos e de transparência, mas não apresenta dados que comprovem a isenção.

Procurada, a assessoria da CBF não respondeu a questionamentos específicos sobre a lista de beneficiados ou o volume de ingressos distribuídos. A reportagem também não conseguiu contato direto com Samir Xaud para comentar as acusações.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar