Demolição do resort de Peixão atrasada por interferência política
Demolição do resort de Peixão atrasada por política

A demolição do chamado 'resort' de Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, líder do Terceiro Comando Puro (TCP), foi adiada por mais de um ano devido a interferências políticas e vazamento de informações. A operação, inicialmente programada para dezembro de 2023, só foi concretizada em março de 2025, cerca de um ano e dois meses depois.

Cronologia da interferência

Em dezembro de 2023, a operação foi cancelada após informações sigilosas vazarem para a organização criminosa. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) investiga o deputado estadual Val Ceasa e outras pessoas pelo vazamento que comprometeu a ação.

O 'resort' de Peixão, localizado no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio, era um imóvel de alto padrão construído em área dominada pelo tráfico. A estrutura contava com piscina, quadra esportiva e área de lazer, e era usada pelo líder do TCP como símbolo de poder.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Operação adiada duas vezes

Além do cancelamento em 2023, a demolição foi adiada uma segunda vez, sempre em razão de vazamentos e manobras políticas. A ação só foi retomada após o MP-RJ intensificar as investigações sobre a infiltração do TCP no Legislativo.

O caso expõe a influência de facções criminosas sobre agentes públicos e a dificuldade de ações estatais em áreas controladas pelo crime organizado. A demolição definitiva ocorreu em março de 2025, com forte esquema de segurança.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar