O caso Eletrozema expõe a resistência do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em divulgar isenções fiscais concedidas a empresas no estado. A empresa da família do político, que leva o mesmo nome, deixou de recolher R$ 2,2 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), conforme revelado por informações da coluna de Bernardo Mello Franco.
O sigilo das isenções
Zema justificou a manutenção do sigilo sobre as isenções fiscais argumentando que a divulgação seria 'perniciosa' para o estado. No entanto, a revelação do caso sugere que interesses pessoais podem ter influenciado a decisão de não tornar públicos os benefícios fiscais. A Eletrozema, que atua no setor elétrico, é controlada pela família do ex-governador.
Impacto financeiro
O valor não pago de R$ 2,2 milhões em ICMS representa um montante significativo para os cofres públicos mineiros. A falta de transparência na concessão de isenções fiscais levanta questionamentos sobre a gestão de Zema à frente do estado, que sempre defendeu a austeridade fiscal e a redução de privilégios.
Reações e desdobramentos
O caso gerou repercussão negativa entre setores da oposição e organizações de controle social. Especialistas apontam que a opacidade na política de incentivos fiscais pode prejudicar a arrecadação e a competitividade do estado. Até o momento, Zema não se manifestou oficialmente sobre os detalhes do caso, mas a coluna de Bernardo Mello Franco destaca que a situação reforça a necessidade de maior transparência na administração pública.



