A operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em imóveis ligados ao ex-governador da Bahia e atual senador Jaques Wagner (PT) não localizou nenhum envelope do Senado Federal, conforme informou a defesa do político. A ação faz parte de um desdobramento de investigações que apuram suposto pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio político.
Defesa nega irregularidades e critica operação
De acordo com os advogados de Jaques Wagner, os mandados de busca foram cumpridos em endereços residenciais e comerciais do senador, mas não foi encontrado qualquer envelope ou documento que remeta ao Senado. A defesa classificou a operação como “desnecessária e espetaculosa”, afirmando que o político sempre colaborou com as investigações.
“A PF não encontrou absolutamente nada que incriminasse o senador. Não havia envelopes, não havia dinheiro, não havia nada. Essa ação foi baseada em suposições e não em provas concretas”, declarou um dos advogados de Wagner.
Entenda o caso do envelope do Senado
As investigações tiveram origem em depoimentos de delatores que mencionaram a entrega de envelopes com dinheiro a parlamentares, supostamente para garantir apoio a projetos de interesse do governo. O nome de Jaques Wagner teria sido citado, o que motivou a expedição dos mandados de busca.
A Polícia Federal, no entanto, não se pronunciou oficialmente sobre o resultado da operação. Fontes internas indicam que o material apreendido será analisado, mas até o momento não há confirmação de qualquer evidência contra o senador.
Repercussão política
O caso gerou reações no meio político. Aliados de Wagner manifestaram solidariedade e criticaram o que chamam de “perseguição política”. Já a oposição cobra transparência e aguarda os desdobramentos das investigações.
Jaques Wagner, que já foi governador da Bahia e ministro da Defesa, nega veementemente qualquer envolvimento com esquemas de propina. Em nota, sua assessoria afirmou que “o senador sempre pautou sua vida pública pela ética e pela legalidade”.



